HABITAÇÃO: Um prédio que tomba aos pedaços

O fim-de-semana prolongado, que coincidiu com as comemorações dos 42 anos da Independência Nacional, podia ter acabado numa tragédia. A laje superior da varanda de um prédio de três andares cedeu, enchendo de medo as pessoas que se encontravam nas redondezas. Os moradores dizem ter vivido momentos de pânico. O edifício faz parte de um conjunto de prédios antigos da nossa cidade. 

Trata-se de um edifício localizado na esquina entre a Avenida Filipe Samuel Magaia e a Rua da Electricidade, próximo de um posto de abastecimento de combustível da Petromoc. No rés-do-chão funcionou uma loja da Zeinab Têxteis. O imóvel, de seis “flats” e uma habitação no terraço, mediatizou-se por um insólito que poderia ter ficado registado de forma negativa.

 

A nossa equipa de Reportagem visitou a infra-estrutura, onde confirmou que um enorme pedaço de betão caiu.

Para agravar a situação, percebe-se que o edifício se desprendeu ligeiramente de outro contíguo, para além de o alpendre apresentar manchas de humidade provocadas pela infiltração das águas.

Do mesmo ângulo é possível visualizar pedaços de tecidos pendurados na tubagem de descarregamento de águas negras, assim como partes da parede de uma das varandas do terceiro andar que se desuniram.

Percorrendo as escadas do prédio, vêem-se caixas de derivação de energia eléctrica sem as respectivas tampas, e isolamento de cabos feito de um modo que leva a prever a ocorrência de um curto-circuito.No interior de uma das “flats” do terceiro andar, a do lado esquerdo, precisamente de onde o prédio se desprendeu do bloco contíguo, a parede da sala tem manchas, o que revela ter havido penetração de água.

 

Conforme constatou a nossa reportagem, debaixo do prédio há vendedores de esquina, que relataram momentos de pânico naquele longo fim-de-semana.

Sofia Alfredo, vendedora ambulante e moradora do prédio, disse ter ficado alarmada depois do incidente de tal forma que, por uma semana, ficou afastada da sua actividade de comércio junto da entrada do prédio. A nossa entrevistada dedica-se à venda de refrescos da empresa Coca-Cola; de “frozzy”; bolachas, entre outros artigos.

Outra moradora, Lúcia de Fátima, que reside há sensivelmente dez anos no referido prédio, revelou que a manutenção daquela infra-estrutura é feita de maneira isolada e particular. “Cada morador faz a manutenção da parte que lhe diz respeito, ou seja, do seu apartamento, havendo, somente, uma pequena contribuição para se manter os espaços comuns”.

Descrevendo o “dia do horror”, quando a laje da varanda do terceiro andar cedeu e ficou pendurada por varões, e mais foi retirada por meio de uma grua, a nossa entrevistada disse ter ouvido um ruído que parecia uma explosão da caixa de electricidade, que se encontra no passeio frontal do prédio, já que, segundo a moradora, tem sido frequente aquela caixa eléctrica registar explosões, muitas das quais resultam, inclusive, em cortes no fornecimento de energia naquela zona da baixa da cidade de Maputo.

“Nem com o tremor de terra que atingiu a cidade registámos uma coisa igual”, disse aquela moradora.

A falta de alternativa de residência faz com que aquela moradora continue a habitar com a família aquele edifício problemático, que aos olhos de todos e de si “precisa de uma manutenção geral”.

Ficámos a saber, junto de moradores, que algumas das “flats” do prédio encontram-se arrendadas, sendo que, pelo menos em duas delas, reside um cidadão de origem chinesa e outro de origem indiana.

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