É uma mulher de palavras doseadas. A sua vida é feita de duas artes: a docência e o xadrez. Contudo, é no xadrez que está a sua paixão. Esta é Vânia Vilhete, 32 anos, mãe, professora de Matemática e xadrezista há mais de 20 anos.

Nasceu em Maputo, no bairro da Coop, e vem de uma família de cinco irmãos. É filha de pai sãotomense e mãe moçambicana, natural de Cabo Delgado.

Mãe de um filho, é formada em Ensino de Matemática pela Universidade Pedagógica de Moçambique e destaca-se como uma das melhores xadrezistas femininas que o país possui.

O seu título de campeã de xadrez não existe ao acaso. Teve o primeiro contacto com um tabuleiro aos cinco anos, em casa da sua madrinha. Desde então se apaixonou por este desporto. Mas foi aos sete anos que começou a dar os primeiros passos de uma partida. “O meu irmão mais velho aprendeu o xadrez com os amigos da zona. Certo dia, arranjou um tabuleiro e levou para casa. Lá ensinou-nos a todos a jogar. Quando a Federação Nacional de Xadrez estava a abrir a escola infantil, o meu irmão inscreveu-me e desde então nunca mais sai de lá”, conta a jovem.

Hoje, este desporto está nas suas veias. Aos 12 anos de idade conquistou o primeiro lugar no campeonato nacional na categoria dos infantis. Hoje, esta jovem mulher é galardoadora de prémios: cinco nacionais e três internacionais. Aliás, recentemente foi vencedora do Open Internacional de Xadrez do BCI.

 

Conta que com o xadrez mudou a sua forma de ser e estar. “Antes eu era muito introvertida e tímida socialmente. Mas hoje, graças ao xadrez, tenho mais facilidade de me comunicar socialmente que antes”, remata.

Texto de Luísa Jorge

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