CIDADES INTELIGENTES: Kigali é o exemplo que devíamos seguir

Redacção

A capital do Ruanda, Kigali, foi transformada numa cidade limpa graças a uma experiência que eles beberam de Moçambique na década de 80. Hoje, para além de higienizada, aquela urbe virou exemplo africano de cidade inteligente. A conexão com a internet e o acesso a diferentes serviços públicos estão assegurados em todos os espaços públicos. O conceito de Cidade Inteligente (CI) está a ser rapidamente disseminado em todo o mundo e há exemplos de urbes onde quase tudo o que se move está conectado com a internet, por via de sistemas de gestão urbana da Acção Social por Dados, também conhecida como Data-Driven Urbanism e da Internet das Coisas (Internet of Things ou IoT).

A finalidade da criação de Cidades Inteligentes é produzir condições de sustentabilidade, propiciar melhores condições de vida das populações e estimular a criação de uma economia criativa pela gestão baseada em análise de dados.

Para tal, as grandes empresas do ramo de tecnologias de informação e comunicação, como a IBM e a Siemens, tem estado a desenvolver sistemas sincronizados capazes de reduzir problemas de congestionamento, poluição, acesso a serviços de saúde, burocracia, entre outros.

Tais sistemas incluem o processamento e análise de grandes quantidades de informação, ou Big Data, e a gestão e planeamento da vida urbana com base em ações construídas por algoritmos, conhecida como Governação Logarítmica.   

Os exemplos mais badalados a nível mundial são os das cidades de Songdo, na Coreia do Sul, e Masdar, em Dubai. Entretanto, no continente africano, a capital do Ruanda, Kigali, serve de exemplo e, por isso, entendemos que as cidades moçambicanas deviam se inspirar nela.

A cidade de Kigali começou por ser renomada como uma das mais limpas do continente. Porém, o que poucos sabem é que esse epíteto foi alcançado graças ao exemplo que Moçambique deu ao mundo na década de 80, quando era corriqueiro ver a população inteira a participar em actividades de limpeza em espaços públicos e privados.

Naquela mesma época, o nosso país era respeitado por práticas como “Correr é Saúde”, onde todos eram chamados a fazer exercícios físicos e realizava campanhas regulares de prevenção de doenças como o paludismo, tétano, sarampo, entre outras, e até mesmo contra a ignorância.

Perdidos estes hábitos, hoje quem toma a dianteira no quesito higiene e limpeza é Kigali que também está no topo da lista de cidades africanas que facilitam a vida dos seus habitantes através da internet e tecnologias afins.

Não foi por acaso que no final da última “Cimeira Transformar África”, realizada em Kigali, de 10 a 12 de Maio do ano passado, o jornal francês Le Monde lhe rotulou de cidade-modelo em África no que tange à conexão com a internet e, sobretudo, pelo uso e efeito na vida quotidiana local.

Para ser mais explícito, o “Le Monde” descreveu que toda cidade de Kigali está conectada à internet com acesso gratuito através do Wi-fi (rede de internet sem fios) que pode ser acedida em qualquer espaço público, incluindo transportes, restaurantes, hotéis, hospitais, escolas, entre outros.

Mas, mais importante do que aceder à internet de borla, os residentes de Kigali resolvem todos, ou quase todos, os seus problemas com entidades públicas através deste mecanismo, o que torna possível proceder ao pagamento de impostos, obter licenças de construção sem precisar de sair de casa, fazer o registo do nascimento num só clique, registar empresas, entre outros.

Por outras palavras, os volumes de papéis, carimbos, fotocópias, stress em filas, esquemas corruptos para aprovação de documentos, desleixo e desinteresse dos funcionários públicos foram absorvidos por simples cliques que podem ser feitos sentados na poltrona de casa, a tomar café num restaurante ou enquanto se dá um passeio com filhos e netos por um jardim qualquer.

Para além disso, o Governo daquele país investiu na digitalização de 100 por cento dos domicílios e ruas da cidade para facilitar a entrega de correspondências e encomendas. Só este aspecto é um salto qualitativo importante para a vida de qualquer cidadão.

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