MORALIDADE: Sexo? Só depois do casamento!

Texto de Carol Banze
carol.banze@snoticicas.co.mz

Às vésperas de se tornarem balzaquianas, uma expressão que surgiu após a publicação do livro “A Mulher de Trinta Anos”, do francês Honoré de Balzac, duas distintas mulheres revelam ao domingo, numa cavaqueira alicerçada em princípios doutrinários, a intenção de se preservarem virgens até à altura do casamento. Neide Pinto e Énia Menezes indicam o caminho por si escolhido para alcançar a plenitude moral e singrar no lar. Outras mulheres, como Agness Benerene, seguem-lhes os trilhos. Entretanto, olhando para a tendência actual da sociedade, no que respeita à sexualidade, simpatizantes daquela forma de estar há-os em número reduzido.

De qualquer modo, líderes religiosos, que se juntam na discussão desta questão, juram de pés juntos que nada está perdido. Ainda assim, para desentortar o que foge da linha, “o Governo deve deixar as igrejas actuarem no comportamento das crianças, adolescentes e jovens”, afinal, “moralizar a sociedade é tradicionalmente papel da igreja”, consideraSalvador Namucho, pastor-assistente da Igreja Ministério Evangelho em Acção (MEA).

No meio de tanta controvérsia, reza a memória de Paulo Changule, de 72 anos, guarda-nocturno, que antigamente estas coisas de namoro eram levadas mais a sério, sem promiscuidade e muito menos banalizações. Consequência disso, somente aos 21 anos começou a namorar.E mais: “a minha primeira namorada tornou-se minha esposa e só iniciámos a actividade sexual depois de nos casarmos”, garante.

Exposto este princípio, torna-se importante sublinhar que, nos tempos que correm, a vida dos adolescentes e jovens marcha num sentido contrário. Changule traça um cenário em que “as crianças correm para o sexo, e muitas vezes começam na escola, sendo que em alguns casos praticam com os respectivos professores”.

Na ala deste ancião, encontrámos Dilma Sitoe, de 43 anos, comerciante, agastada com a forma como os mais novos lidam com a sexualidade. É que, a seu ver, o envolvimento sexual apenas deve acontecer quando os respectivos parceiros tiverem consciência do que fazem, “pelo menos a partir dos 19 anos”, determina, e se houver um conhecimento recíproco sobre o seu carácter. Para ela, “éfundamental conhecer a pessoa antes da entrega”, aconselha, em circunstâncias em que, aparentemente, rema contra a maré, ainda assim encontrando consolo em histórias de vida como as que domingo traz nos depoimentos que se seguem.

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domingo, 22 abril 2018, 00:00
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