Texto de Abibo Selemane

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Seis clubes que disputam o “Moçambola” já mudaram de treinador, disputadas que foram dez jornadas da competição. Cinco foram demitidos, alegadamente, por maus resultados. São eles: Chiquinho Conde (UD Songo), Sérgio Faife (Desportivo de Nacala), Rogério Balate “Zulu” (Ferroviário de Nacala), Danito Nhampossa (Sporting de Nampula) e Fabio Costas (Costa do Sol). Há ainda a assinalar a saída de Victor Matine da UP de Manica, para abraçar o projecto dos “Mambinhas” Sub-20.

O despedimento dos treinadores não é um caso novo no desporto nacional. Nos últimos tempos, a tendência é de aumentar o número de vítimas. Facto curioso é que a maior parte das chicotadas acontece nas primeiras jornadas, quando a equipa técnica ainda acredita que pode conseguir atingir os objectivos que foram impostos pela direcção do clube.

Por exemplo, o Costa do Sol despediu a equipa técnica depois de serem disputadas sete jornadas, o Ferroviário de Nacala oito jornadas e o Desportivo, também de Nacala, dez jornadas. O caso mais recente e que surpreendeu quase todos os amantes de futebol é o da União Desportiva do Songo. A equipa técnica foi despedida há dias e já orientou nove jogos do “Moçambola”, mais outros continentais.

O fenómeno preocupa os desportistas. Preocupa ainda porque não há tribunal desportivo que podia ajudar a julgar este tipo de problemas.

A Reportagem do domingo ouviu alguns desportistas nacionais, entre treinadores e dirigentes desportivos.

Todos são unânimes em afirmar que a medida não é causada por maus resultados, e enumeram as possíveis razões.

 

Alguns entendem que, por um lado, deve-se à pressão que os dirigentes das equipas sofrem dos adeptos, por outro, é resultado da falta de planificação e profissionalismo dos membros da direcção dos próprios clubes.

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21.08.201Banco de Moçambique