Richard Yu, CEO para consumer business da Huawei, terá escrito num fórum privado do WeChat que a empresa estará pronta para lançar o seu sistema operativo móvel alternativo ao Android até Setembro.

A empresa chinesa, Huawei, enfrenta actualmente um bloqueio nos EUA e a Google foi uma das primeiras empresas a anunciar a suspensão de trocas comerciais com a fabricante chinesa.

O bloqueio é justificado pelos EUA por suspeitas de a Huawei estar envolvida em actividades de espionagem para o governo chinês.

Entretanto, a empresa diz-se disposta a assinar acordos de não-espionagem com os governos, incluindo com o Reino Unido, para mostrar o compromisso em garantir que os seus equipamentos respeitam os standards anti-espionagem e que não têm backdoors.

Segundo o presidente da Huawei, Liang Hua, que falava semana finda em Londres, esta manifestação de compromisso é especialmente oportuna, uma vez que muitas nações, como o Reino Unido, estão a decidir actualmente sobre até que ponto irão permitir que a Huawei participe da construção das infra-estruturas 5G de cada nação.

Recorde-se que recentemente os EUA ameaçaram deixar de partilhar informação sensível com a Alemanha, caso esta continuasse a colaborar com a Huawei.

Os trabalhos da Huawei em torno do Huawei OS, alternativa ao Android, estão a decorrer desde 2012.

Licença temporária

As autoridades norte-americanas autorizaram uma licença temporária, válida até 19 de Agosto, durante a qual a Huawei pode continuar a enviar actualizações de software para os seus equipamentos. Esta licença abrange todos os equipamentos Huawei comprados até 16 de Maio. O regime de excepção visa dar ao fabricante tempo para encetar as acções necessárias para fornecer serviço e suporte aos utilizadores, incluindo actualizações de software e patches.

A licença permite também à Huawei manter o equipamento de rede actual e receber informações sobre vulnerabilidades de segurança.

Recentemente, Donald Trump, o Presidente dos EUA, registou a Huawei numa lista negra, invocando emergência nacional. Rapidamente, várias empresas como a Google ou fabricantes de chips anunciaram a suspensão das trocas comerciais com a chinesa.

Preparada contra acções dos EUA

O fundador da Huawei considera de irrisórias as medidas adoptadas pelos EUA, uma vez que, segundo ele, a empresa está preparada para as acções dos Estados Unidos.

Ren Zhengfei, disse à comunicação social chinesa que «estas acções provam que o governo americano está a subestimar as capacidades da Huawei» para reagirem a um cenário como o actual.

Refira-se que a escalada da tensão política entre os EUA e a China é cada vez maior, bem como as disputas comerciais, devido ao aumento das tarifas de importação de bens entre os dois países, durante as últimas duas semanas.

De acordo com a agência de comunicação, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o governo chinês tem vindo a renegar os compromissos comerciais a que se tem vindo a comprometer nos últimos meses.

 

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11.04.201Banco de Moçambique