Pânico moral: estopim para a violência

Belmiro Adamugy
belmiro.adamugy@snoticicas.co.mz
A violência não é uma marca da sociedade contemporânea. Ela acompanha o Homem desde tempos imemoriais, mas, a cada tempo, ela se manifesta de formas e em circunstâncias diferentes.
Recentemente, em Zongoene, província de Gaza, o Homem deixou claro que o seu lado animal continua vivo. Uma turba enfurecida assassinou, saqueou e destruiu várias casas sob a alegação de que os seus proprietários prosperavam graças ao tráfico de crianças. Provas?
 
Nicles. Limpopo, um novo distrito da província de Gaza.
Infelizmente, por razões espúrias, saltou para a ribalta muito por culpa de alguns agitadores - neste momento a contas com a Polícia - que, usando informações caluniosas, levaram populares a saquear e destruir várias casas particulares e um posto policial.
 
As autoridades policiais detiveram,até ao momento, 10 pessoas directamente implicadas nos casos que retomam, a modos vários, a estória de “justiça pelas próprias mãos”. Essa prática, que ganhou contornos dramáticos há poucos anos, infelizmente, continua a fazer mossa sobretudo na nossa sociedade. Só para exemplificar, na cidade da Beira os linchamentos fazem parte do “modus vivendi”; Em Memba, Malema e Dere, a estória de “chupa-sangue” semeou luto porque várias pessoas foram linchadas. Em Nampula e Zambézia, “sangue” correu alegadamente porque a cólera tinha causas “artificiais”.
 
Não há dúvidas de que a violência, sob todas as formas, pode ser considerada como uma força que transgride os limites dos seres humanos, tanto na sua realidade física e psíquica, como no campo de suas realizações sociais, éticas, estéticas, políticas e religiosas. Em outras palavras, a violência, sob todas as suas formas, desrespeita os direitos fundamentais do ser humano.
Para perceber os contornos do fenómeno “justiça pelas próprias mãos” e, mais importante ainda, o que terá concorrido para o sucedido em Zongoene, distrito de Limpopo, conversamos com os sociólogos Elísio Macamo e Patrício Langa.
Ambos desenham cenários reveladores da destruição do tecido social e da perda de referências positivas.
 

Editorial

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