ASSASSINATO: Já há suspeitos detidos pela morte de Amurane

Redacção

A cidade de Nampula está em ambiente tenebroso, de consternação, de repulsa e de luto, com várias cogitações de diversa índole, sobre as causas do assassinato do presidente do conselho municipal local, Mahamudo Amurane, que foi baleado ao princípio da noite de quarta-feira defronte da sua residência particular, no bairro da Muhala-Expansão, concretamente na zona de Cotocuane.

As cerimónias fúnebres, que decorreram ontem e iniciaram com uma demorada e concorrida missa na Sé Catedral de Nampula, tiveram alguns incidentes como o momento em que a população manifestou-se contra a presença dos membros do MDM, encabeçados pelo respectivo presidente, Daviz Simango.

Parte da opinião pública não afasta a hipótese de um alegado ajuste de contas, a partir de um sector mais radical do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), formação pela qual concorreu nas últimas eleições autárquicas e que o levou ao poder municipal, no qual foi eleito presidente, cargo que estava a exercer, pese embora nos últimos tempos se tenha distanciado publicamente de qualquer ligação com aquele partido.

Os momentos de crispação entre o malogrado e a formação política dirigida por Daviz Simango veio ao de cima quando, semana passada, um grupo de militantes do MDM tentou impedir que Mahamudo Amurane participasse da sessão ordinária da Assembleia Municipal, intenção que acabou não se concretizando com a intervenção da Unidade de Intervenção Rápida (UIR).

Nas celebrações de mais um aniversário da cidade de Nampula, a 22 de Agosto, um membro do MDM considerou Mahamudo Amurane de traidor e que por via disso devia ser “escorraçado” da direcção do município.

Entretanto, milhares de pessoas marcharam ontem desde o edifício do Conselho Municipal da cidade de Nampula até ao cemitério da Faina. Aliás, desde as primeiras horas da manhã algumas pessoas optaram por se dirigir directamente ao cemitério para aguardar pela chegada da urna.

Os populares diziam não haver dúvida de quem orquestrou o assassinato, que o consideram político.

Este presidente estava a fazer um trabalho que agradava a todos os munícipes de Nampula e não só. Mudou para o melhor a cidade que hoje é uma das mais reputadas do país. Não foi justo e nem íntegro ter de tirar a vida duma pessoa dessa maneira”, disse A. Sualé, um munícipe presente nas cerimónias.

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