Em Julho de 2011 tínhamos uma tarefa, daquelas gratificantes, de palmilhar as antigas zonas libertadas da província de Cabo Delgado, principalmente, no distrito de Muidumbe, sem estar a acompanhar um político ou governante. Era um verdadeiro trabalho jornalístico, vestido de pesquisa em que era necessário ir às fontes ou repeti-las, conforme fosse o caso.

Pode ter sido a partir deste episódio que alguns “chapeiros” se “estragaram”. O “chapa”-100, IVECO, cujo destino era Matola-700, voava na auto-estrada, agora EN4. Pedi para descer. O cobrador refilou. Obrigou-me a pagar. Paguei. Desci. Mas paguei caro.

Algo agradável neste mundo é andar pela marginal, sobretudo neste princípio do ano, em que metade da cidade de Maputo está de férias. Está tudo calmo. Os dias são iguais – dias úteis, feriados e domingos. As pessoas que normalmente ganham a vida vendendo frango grelhado com batata frita e cerveja, junto à praia da Costa do Sol, trabalham a meio gás. Enfim… é como se todas as mágoas e tristezas se perdessem momentaneamente mar adentro.

Um dos hábitos que detesto em Maputo é o de férias colectivas. Nos primeiros dias, até sensivelmente todo o mês de Janeiro, muitos locais de serviço, de atendimento público, entre outros normalmente úteis, ficam fechados por ausência dos seus servidores. Grupalmente! Trata-se dum dos efeitos negativos da aproximação fronteiriça entre a nossa capital e a República da Africa do Sul, onde isso é recorrente e quase cultural.

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19.10.201Banco de Moçambique