Crise como factor de unidade nacional(3)

Quem não leu os primeiros dois números e não tem possibilidade de os achar, corre o risco de não entender a sequência. Mas está autorizado.

Até aqui estávamos a falar da crise financeira internacional, aquela que afectou os grandes bancos, os grandes (economicamente) países. Aquela que obrigou a que todas as nações chorassem, e, mesmo assim, em opinião sincera da minha parte, não assustava a maior parte do nosso país, porque nunca não viveu em crise.

Se aquela não assustou, pode assustar a forma assustadora como esta vigente está a ser assustadoramente apresentada aos olhos de quem vive o país desde que ele existe como soberano.

Não se compreende que no ano em que a produção chegou a níveis esmagadoramente superiores e o Moçambique real está triste por não ver os seus produtos a serem comprados a preços justos e escoados para os centros que disso esperam para a sua sobrevivência… seja exactamente aqui onde se fala de crise.

Falamos de crise num país que há três ou quatro anos passou a ter mais estradas e pontes em regiões nunca antes lembradas, quando já se anda em asfalto de Nampula a Malema, de Pemba a Palma, quando a Zambézia se atravessa em três horas de tempo, pelo menos pela sua principal espinha dorsal…

Pedro Nacuo

This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
Pub