Não se aborreça, caro leitor, com a publicação de mais esta parte referindo-me aos tempos passados que de alguma maneira podem-se parecer com o que estamos a tentar emprestar às nossas dificuldades actuais.

Perguntava, então, como se explicaria o flagelo que para Cabo Delgado foi pior, nomeadamente, a morte duma Texamanta, que empregava centenas de trabalhadores locais ou se a tal morte enquadrava-se em que tipo de crise, pois não sendo mundial, donde era...

Explicar se a crise mundial não seria a paralisação da IOA (Aquacultura de camarão em grande escala) cujos interesses contra a vontade genuína de quem queria o desenvolvimento desta parcela do país, desmaiara e ainda se estudavam as formas de reanimá-la…

Explicar aonde enquadraríamos a paralisação da Grafite de Ancuabe, cuja reabertura, desde o dia em que de facto parou, ficava para “daqui a pouco”. Parêntesis, hoje reabriu, finalmente...

Que tipo de crise fizera baixar a produção da “Mármores de Montepuez”, ou seja, porquê é que a demanda por Cabo Delgado estava a baixar, onde faliam (de falir) mesmo projectos aparentemente de índole religioso, como era o que se estava a ver em relação ao Ministério “Arco-Iris”? 

Numa terra onde tudo estava a paralisar a olhos vistos e a falta duma planificação estratégica nos empurrava, infelizmente para a complexa teia de exploração florestal, conhecida por ser altamente corrupta e repleta de conflito de interesses…

Pedro Nacuo

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