O PAVOROSO DESPERTAR DO MESTRE “ZÉ NDROYI”

“Mas, depois que eu houver ressuscitado, irei adiante de vós” – Mc14:28

Na vetusta e pacata aldeia de Phasani, perdida algures no interior do costeiro distrito de Nyad'imi, separada das margens do Índico por uma fileira de dunas, formadas pelos ventos que vêm do mar carregando a areia fina até que se estabilizem por uma vegetação, tendo como habitantes uma vintena de famílias maioritariamente de apelido “Phasani” (lê-se Phassani e não Phazani), do verbo Gu Phasa, em Gi Tonga, o mesmo que “ajudar”, na língua portuguesa, vive José Karapiteiro Phasani, também conhecido por Messer, (Mestre) “Zé Ndroyi”, palavra bantu, falada em Gi Tonga, que em português significa feiticeiro; inloyi em Txi Txopi;muloyi em XiTsonga; (Rhonga, Changana e Xitswa); M'loyi/M'Thakati, em Zulu. Numa manhã ensolarada, “Messer “Zé Ndroyi” trabalhava na sua banca de carpinteiro coberta de makuti (folhas de coqueiro) da qual (banca) ganhou o apelido “Ndroyi”, não só pelo facto de das suas mãos sair todo o tipo de mobiliário desde cadeiras, mesas, camas, como por nela (banca) ter fabricado o seu próprio caixão, que o guarda num dos compartimentos do seu enorme barracão (Li B'araka). É nele (caixão) que muitas vezes se refugia quando Sumbi, sua amada mulher, não lhe abre a porta, nas noites em que regressa tarde de uma sessão de sura, (suco de coqueiro) com os “Kopadres”. 

Kandiyane Wa Matuva Kandiya

This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
Pub