Afonso Dlhakama  pretende que recuemos de  novo  a um cenário  de incerteza, concebido no jogo perigoso, que ele tanto gosta de jogar.Mesmo antes do chumbo parlamentar  dado ao ante-projecto denominado autarquias províncias , já ele mandava recados ao presidente da república, e aos deputados do Parlamento, sobre hipotéticas consequências, caso o mesmo não fosse aprovado.

Apesar do chumbo valente que levou, agora diz ressabiado, que  mesmo assim vai assinar com o presidente, um acordo que permite tornar legal o mesmo ante –projecto.Tudo jogadas.A democracia deve prevalecer acima das divergências de opinião.

 Dlhakama  não esconde o seu desencanto pelo provimento negado à sua aposta,por um orgão de soberania,e pretende transferir o ónus da questão ao presidente da república.Mas o presidente Nyusi ao defender de imediato o princípio da separação de poderes, quis de forma pedagógica lembrar a Dlhakama, que a voz do povo foi ouvida no tribunal do povo ,e não há mais nada a reclamar. (Dlhakama, fica assim com as calças na mão).

Inconformado o líder da Renamo tenta mostrar músculos, que não possui, e ninguém está interessado em ver. Diz agora que o partido do poder  apenas conhece a linguagem das armas.Quer com isso lembrar,  que a  reforma da lei  eleitoral sofreu significativa emenda constitucional, só depois dos  ataques militares da Renamo.Será por isso que Dlhakama está reluctante em desarmar?Ou entende que deve continuar a esgotar a paciência do governo e dos moçambicanos?

Dlhakama deve entender de uma vez por todas, que a constituição da república não prevê nenhuma autonomização regional, e ponto final, assim como a Renamo deve desarmar sem exigências descabidas,...afinal a política de defesa e segurança  é da competência do executivo, e o AGP foi incorporado na constituição.

 A Comissão política do partido Frelimo fez muito bem ao recomendar ao governo para extinguir  a missão do EMOCHM terminada a 27 de Maio.O governo vai continuar agora a trabalhar com a Renamo, no sentido de entregar as listas das suas forças residuais para serem integradas nas Forças Armadas, ou na polícia

Os parceiros económicos  incluíndo os Estados Unidos, através do seu embaixador, terão  recomendado a Dlhakama a desistir  das jogatanas, e respeitar as regras do jogo, além de recomendar a baixar o tom das ameaças, para não afuguentar os investidores.Na óptica americana  Moçambique não tem razões para estar na berlinda, por razões de ordem  política.Para os Estados Unidos a democracia  e a economia moçambicana  são sustentáveis.Eles já concluiram que Afonso Dlhakama é um caso perdido.

Afinal quem venceu no campo do debate de idéias.?Enquanto o partido Frelimo desde 1990 mudou, e solidificou  a sua mudança  para se tornar num partido de governação social democrata moderno, respeitado no mundo inteiro,focado no desenvolvimento e em ajudar os moçambicanos a vencer a pobreza; Dlhakama e a sua banda  por seu lado remanecem imutáveis,  cada vez mais isolados, classificados de grupelho do piorio existente em Africa, conhecido por gerar  distúrbios e sobressaltos às populações.Os americanos não estão interessados em colar-se em jogatanas de ordem política ideológica, exibidas por um inconformismo fora da lei e da ordem.Graças a diplomacia económica excelentemente executada da missão diplomática moçambicana sediada em Washington, sob a batuta da embaixadora Amélia Sumbana, os americanos estão  cada vez mais interessados no mercado nacional florescente, onde  os recursos são inesgotáveis,entre eles carvão, gás natural e petróleo, fauna maritima e animal e locais de turismo, além de uma gama variada de minerais em bruto e terreno para investimento agricola;o mercado é também apetecível para as empresas americanas, por possuir uma mão de obra baratíssima, e uma classe média em crescimento.

Inacio Natividade

Ps.Como autor do texto reservo-me no direito de não permitir que o texto seja reproduzido na rede social, na ferramenta de busca google por qualquer blog que nao seja o jornal domingo

Inacio Natividade

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