“Se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam” Mateus 11:15 “Eu clamei, e vós recusastes; estendi a minha mão e não houve quem desse atenção” Pv 1:24-26

Pela terceira semana consecutiva venho clamando sobre as “patologias associadas” que impedem o normal e adequado crescimento da minha parvónia, bem como o seu reconhecimento e enquadramento na ordem doutras suas congéneres. Escrevo isso directamente a partir de debaixo de uma das seculares árvores cá da minha parvónia. Mas já chega! Não irei continuar com autoflagelações que não me levam a lado nenhum. Esta é a última. Até porque já comecei a receber reacções pouco abonatórias a meu respeito rotulando-me de “tribalista”, só pelo facto de eu condenar a ridícula ”importação” de gente de fora, não falante de ci copi, língua da maioria da população do povo do meu distrito, para vir interpretar(!?) junto aos colonos portugueses. Só que, revisitando a História da colonização deste país, compreendo e concluo que aquela “sobredominação” por outras tribos foi traçado mesmo nos primórdios dos chamados “descobrimentos portugueses”. O historiador português Alexandre Lobato, na sua obra “O Oriente Africano Português, nas páginas 239 a 240”, relata que quando o marinheiro Vasco da Gama chegou a este povoado no dia 6 de Maio de 1498, navegando nas águas deste rio hoje Inharrime (Nyadimi para nós outros), ele chamou a sua desembocadura com a lagoa Pwelela de “aguada da boa paz”. Fazia-se acompanhar de um tal “língua” (entenda-se intérprete) de nome Martim Afonso, não nativo daqui, mas que andara muito tempo com eles. Aqui o navegador entendeu-se através desse “língua” e também por gestos e tentativas de articulação oral, e, ao perguntar aos nativos daqui sobre qual era a sua (deles) ocupação, ter-lhe-iam respondido na língua ci copi que eles eram agricultores: “Hi vadimi” ‒somos agricultores. Continuando, ele ter-lhes-ia perguntado sobre o nome daquele lugarejo e eles ter-lhe-iam respondido que era “Inyarini”, ‒lugar do búfalo ‒Nyari/Búfalo, pois consta que havia ali uma grande figueira africana “Întshalu” que albergava um enorme búfalo. Leia mais...

Por Kandiyane Wa Matuva Kandiya

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