A vida não é a que a gente viveu e sim a que a gente recorda, e como recorda para contá-la‒Gabriel García Marquez

O capitão Ahab, em “Moby Dick”, de Herman Melville, enche o peito de ar e proclama: “Eu não conheço tudo o que vem pela frente, mas seja o que for, vou enfrentar gargalhando”. Assim deve ser o espírito do homem diante do desconhecido. Espere o inesperado e tudo correrá bem… ou pelo menos doerá menos… em teoria!

Mas o que aconteceu não foi teórico. O inesperado aconteceu algures na terra de Mao Tse-Tung. Num rompante, decidimos empreender uma viagem para uma certa cidade (Shenyang) mais a norte tão somente pelo simples prazer de descobrir novas terras. Estávamos em Pequim, a capital da China, quando nos deu essa epifânia. E fomos... A viagem decorreu sem sobressaltos. Chegámos ao destino noite adentro. 23:00 apontavam os relógios. Um frio de arrepiar deu-nos as boas-vindas. 22 graus negativos. Deu tonteira. Urgente localizar um hotel porque o frio não estava para brincadeiras. E foi nesse instante que a providência agiu. Três pessoas decidiram ajudar-nos. Um convite inusitado: “vocês são nossos convidados!”

Texto de Belmiro Adamugy

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