Um dos hábitos que detesto em Maputo é o de férias colectivas. Nos primeiros dias, até sensivelmente todo o mês de Janeiro, muitos locais de serviço, de atendimento público, entre outros normalmente úteis, ficam fechados por ausência dos seus servidores. Grupalmente! Trata-se dum dos efeitos negativos da aproximação fronteiriça entre a nossa capital e a República da Africa do Sul, onde isso é recorrente e quase cultural.

Na baixa da cidade deve-se andar de quarteirão em quarteirão à procura de um restaurante. Mesmo na Feira Popular, precisamos de sorte para matarmos a fome; ainda estou a fazer esforço de não recorrer aos restaurantes ambulantes (viaturas) que vendem comida, porque, igualmente terei que fazer outro suplementar para me habituar a comer no escritório.

As estradas estão espaçosas e se conduz bem, sem aquela indisciplina automobilística que passou a ser escola da capital do país. Os condutores não andam neste mês a se insultarem audivelmente ou por gestos obscenos. Por ai, está tudo bem; já não é necessário estacionar na avenida 24 de Julho, para ir a “ 25 de Setembro”, fazer compras ou trabalhar, por falta de espaço.  

Em Janeiro, afinal em Maputo as pessoas cumprimentam-se, há espaço nos passeios para parar e saber das novidades de cada um, justamente porque não estamos acotovelados e há poucos a falar em voz alta ao telefone (mesmo sem comunicar com quem quer que seja) por causa do interesse subjacente, o de que está na moda, para dar a entender que é conhecido por quem não está perto; as chamadas inventadas não são visíveis, mesmo aquelas que servem apenas para saber o que vai ser o jantar.

Por Pedro Nacuo

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