Os perfeccionistas são apologistas do detalhe. E têm toda razão, pois é no detalhe que buscamos o belo, o brio e, sobretudo, a elegância. Há pequenas coisas que quando não observadas criam problemas em cadeia. Digo isso porque tenho estado atento à localização das paragens dos “chapas” e até de autocarros que fazem o transporte semicolectivo de passageiros. A minha constatação é que, regra geral, muitas ou quase todas as paragens estão montadas ou funcionam junto às curvas.

Esse facto cria engarrafamentos que derivam da desorganização ou da falta de atenção dos automobilistas. Senão vejamos: quando o “chapa” que vai para o destino A (Museu) chega na paragem, a tendência é parar mesmo na curva de qualquer maneira. Eles não estacionam. Param. A tendência dos motoristas é carregar rapidamente passageiros e sair para ir enchendo o carro ou carregar mais passageiros pelo caminho. O mesmo acontece com o transportador B (com destino a Anjo Voador) que, chegado à terminal, também pretende ficar pouco tempo. Os motoristas acabam por disputar o mesmo espaço para parar – na curva. Ao fazerem isso, eles próprios dificultam a manobra um ao outro, complicam o trânsito e infernizam a vida dos outros condutores, que, respeitosos, assistem ao embaraço criado pelos “chapeiros”. O pior é que outros condutores não têm argumento para discutir ou persuadir o motorista do “chapa” e, com medo de verem os seus carros raspados, preferem observar até que os “chapeiros” decidam arrancar permitindo passagem aos outros.

 

Por Frederico Jamisse

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