COM AS ELEIÇÕES: VEM TAMBÉM O BAILE DOS CAMALEÕES

“Haverá homens amantes de si mesmos… sem afecto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis e sem amor para com os bons. Não irão porém avante” 2Tm 3:1-9

Um dia durante a minha adolescência, um amigo que sabia o quão eu era hospedeiro duma repulsa horrível e inexplicável aos répteis, em particular os crocodilos e lagartos, pegou num daqueles bichanos preguiçosos e logo o camaleão e, sorrateiramente, em jeito de quem me abraçava, colocou-o nas minhas costas. Virando-se depois para mim, pôs-se a correr gritando “Kandiyane, tens um camaleão nas costas”. Tentei livrar-me do animalesco mas ele estava grudado à minha camisa. Como era daquelas camisas sem botões, tipo camiseta, rasguei-a e a atirei em direcção ao meu “amigo”, juntamente com o bicho que continuava coladinho a ela. A partir daí, o meu repúdio aos camaleões cresceu em mim de tal modo que nunca mais perdoei aquele meu “amigo” que sempre vi-o também como um camaleão: falso e traiçoeiro. Mas, como o destino muitas vezes apronta cada uma, já adulto, dissequei tantos daqueles animalejos ensinando a disciplina de Biologia durante 11 (onze) consecutivos anos. E, para o benefício das pessoas que nasceram nas cidades e nunca viram nem uma lagartixa muito menos um camaleão, permitam-se que os introduza, ao repulsivo “mostrenguinho”, bem assim como ao seu respectivo habitat. Conforme a língua de cada região desta Pérola do Índico, alguns chamam-no de nyafakande, nyakhafandre, luvane, lompfane namariyane enakatandewa. Este lagarto é muito parecido com uma gala-gala, também conhecida por Agama-de-Cabeça-Vermelha

Kandiyane Wa Matuva Kandiya
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