KU PHAHLA, OSSÍCULOS, TCHIM-TCHIM & COMPANHIA LDA.

“Ora, a Fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” Hebreus 11:1

 (Alguns dizem assim: “Podemos fazer tudo o que queremos”. Sim, mas nem tudo é bom, nem tudo é útil) 1Corintios 10:23

Por aquilo que tenho estado a observar no meu dia-a-dia, chego à conclusão de que afinal a superstição, além de ser uma forma de , para muitos povos do mundo, a maioria das pessoas normais, é guiada por ela (superstição).Exceptuando os niilistas (uma espécie dos nossos timboni ta yehova/Testemunhas de Jeová), que são homens e mulheres que não se curvam ante qualquer autoridade e nem aceitam nenhum outro princípio. Ora, por definição,supersticiosa é a pessoa que acredita que certas acções (voluntárias ou não) tais como rezas, curas, conjuros, feitiços, maldições ou outros rituais, podem influenciar de maneira transcendental a sua vida. É a pessoa queacredita, por exemplo, na influência dos astros, sobre os seres vivos – animais e vegetais (sol, lua e planetas). Muito a propósito da influência da lua, a minha saudosa avó (que o céu ou inferno a tenham em boa conta), que era uma grande criadora de aves, acreditava religiosamente que para se obter mais galos do que galinhas, bastava juntar os machos às fêmeas quando a lua estivesse no Quarto Crescente, e se quisesse o contrário esperava pelo Quarto Minguante. E, sempre que quisesse empreender alguma viagem, consultava um “nyamusôro” e, através dos ossículos (tinhlolo), ficava a saber se a viagem iria correr bem ou mal. Já o também falecido seu marido (pai do meu falecido pai), ao iniciar uma sessão de “copos” de aguardente de caju (wadwa wa makanju ou simplesmente SOPE), com os seus compinchas, antes de tomar um gole daquele álcool etílico, derramavam uma pequena porção no chão alegadamente para compartilhá-lo com os espíritos dos seus antepassados. No meu entendimento, a superstição não é somente característica de gente não escolarizada, caso dos falecidos mãe e pai do meu falecido pai. Mesmo pessoas de altíssimo saber acredita em algo “transcendental” que guia as suas vidas. Por exemplo, o Presidente da França, François Maurice Adrien Marie Mitterrand, em Janeiro de 1991, estava indeciso se o seu país devia aderir à Guerra do Golfo, aliando-se aos EUA contra o Iraque. Cheio de dúvidas, o político resolveu consultar a sua astróloga, Elisabeth Teissier, que anos mais tarde publicaria um livro revelando o episódio. Por causa da lua nova saindo de um eclipse solar, sinal de mau agouro”, ela o aconselhou a adiar a decisão, no que foi obedecida imediatamente. Outro exemplo proveniente do primeiro mundo, para saciar a sede das divindades, os romanos adoptaram o hábito de derramar um pouco de bebida no chão. Segundo Jennifer Rahel Conover, autora do livro “Toasts for Every Occasion” (Brindes para Todas as Ocasiões),os relatos mais antigos de brindes (tchim-tchim, digo eu), remontam aos antigos gregos e fenícios. Ao erguer as suas taças de vinho, os povos antigos faziam uma dádiva simbólica aos seus deuses. Historicamente, o champanhe, depois da Revolução Francesa, passou a ser utilizado para substituir rituais religiosos. Quando um barco era inaugurado, por exemplo, em vez de chamar um padre para abençoá-lo, as pessoas começaram a usar a “água benta” do champanhe. O costume estendeu-se para baptizados e casamentos. Um homem é um homem, independentemente da cor da sua pele, da sua idade, conta bancária ou fita na testa. Tudo é-lhe permitido como disse o apóstolo Paulo acima invocado mas nem tudo é útil nem bom. Por exemplo, se para ser famosa alguém tiver de se apresentar no palco dentro dum caixão vestida de freira bebendo álcool ou apresentar-se semi-nua com as partes cobertas de Bandeira Nacional, isso, certamente não só não é bom nem útil como é simplesmente aberrante, ridículo e choca a moral pública. Há que recolher essa gente para o manicómio, antes que a moda pegue. Superstição para ser famosa, pode ser! Mas haja ordem! Haja ética! Respeitem-nos! Malucas! Perversas!

Por Kandiyane Wa Matuva Kandiya

nyangatane@gmail.com

Editorial

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domingo, 22 abril 2018, 00:00
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