Este planeta é mesmo para as grandes potências

Este planeta ainda pertence às potências militares e económicas. O resto é blá, blá. Duro falar assim. Mas é a realidade. E, queiramos sim, queiramos não, um dia teremos de aprender a conviver, melhor, com esta situação ainda que nos custe, bastante, engolir essa saliva acre.

Exemplo mais fresco que se pode achar dá pelo nome de Brics. Aglutina Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul. Se não está já em fanicos não falta muito para que tal aconteça, não obstante a política ser como o futebol: tem pouca lógica.

Num passado não tão distante assim, Iraque foi pulverizado por bombas e mísseis de todo o tipo porque era detentor de armas químicas. Anos depois soube-se que tinha sido uma enorme patranha. O país hoje está de joelhos e vive num clima de stress e terror permanente. Bomba aqui, bomba ali e bomba acolá.

No nosso espaço, o aludido continente negro ou africano, consoante o gosto de cada um, polvilham intermináveis conflitos militares. Apenas dois exemplos: República Democrática do Congo e República Centro Africano, aparentemente sem que aos olhos das massas se perceba a génese do problema.

Na República Democrática do Congo os movimentos rebeldes nascem que nem cogumelos. Os nomes dos comandantes militares são mediatizados num segundo e esquecidos, em definitivo, noutro, consoante os objectivos preconizados pelos seus mentores, sempre de rosto oculto.

Na República Centro Africana, onde até há bem pouco tempo cristãos e muçulmanos viviam em perfeita harmonia, agora estão separados pela religião (?) e etnias, além de armados de catanas e Ak-47.

A Líbia também foi colocada de gatas. Era ousadia demais não ter dívida com terceiros. Equivocou-se ao pensar que petróleo era poder económico e militar.

Como o céu ser bem azul, a verdade é que há muita gula pelos minérios de África, alguns raríssimos, usados na indústria espacial, aviação civil, aviação militar, material de guerra, telefonia móvel, etc., etc., ao que se juntam os sempre apetecíveis diamantes quer sejam de sangue ou limpos. Diamantes são diamantes. Mesmo com o acordo de Kimberley.

Entretanto, e voltando à questão das grandes potências, entre acusações de violação de direitos humanos, uso de armas químicas contra o seu próprio povo pelo regime de Assad, a Síria prende a atenção do mundo desde a madrugada de ontem ao ser atacada pelos Estados Unidos da América, França e Reino Unido da Grã-Bretanha. Os alvos foram estruturas alegadamente usadas para desenvolver armamento químico. O que não se diz alto e bom som é que os rebeldes sírios também usa(ra)m armas químicas.

Será guerra pelo posicionamento estratégico das potências militares naquela região? Seja qual for a resposta, o uso de armas químicas é desumano e inaceitável, e a guerra, de per si, moralmente condenável .

Por André Matola

matolinha@gmail.com

Editorial

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domingo, 22 abril 2018, 00:00
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