ARÃO CUAMBE: Não sei como “aterrei” no jornalismo

Texto de António Mondlhane

amondlane@hotmail.com

Porque rádio é magia e, por conseguinte, há sempre aquela curiosidade de conhecer a voz que ouvimos fazendo despachos noticiosos, hoje trazemos mais um rosto da imprensa: Arão Cuambe. Os mais chegados chamam-no Jacob, porque nalgum momento imitou Jacob Desvarieux, vocalista dos Kassav. É editor na Rádio Moçambique (RM), estação emissora na qual ingressou há mais de 25 anos a partir da Beira, antes de ser transferido para Maputo, oito anos mais tarde.

Arão Alfredo Cuambe, de nome completo, é dono de uma potente e inconfundível voz que diariamente é ouvida em programas informativos da mais antiga estação de rádio em Moçambique, com destaque para o “Jornal da Tarde”, “Jornal da Noite”, “Jornal da Manhã”, “Esta Semana Aconteceu”, noticiários de hora a hora ou no “Linha Directa”.

Não sabe ao certo como foi parar ao jornalismo, mas admite ter sido influenciado pelos pais, professores, ou pelos irmãos mais velhos, Daniel Cuambe (já falecido) e Jaime Cuambe, que durante várias décadas foram jornalista na Sociedade do Notícias e não só.

Fez coberturas jornalísticas dentro e fora do país, mas duas marcam a sua carreira.

A primeira foi ter integrado uma equipa de jornalistas que escalou o distrito de Marínguè, em Sofala, semana depois da assinatura do Acordo Geral da Paz, portanto, numa altura em que não havia certezas sobre o calar em definitivo das armas, com a agravante de terem pernoitado por lá devido a condições climatéricas adversas.

A segunda foi a viagem que o levou de Maputo para Dakar, Bissau e Paris, passando pela África do Sul, oportunidade para conhecer novas pessoas e lugares históricos.

Nos últimos cinco anos, Arão Cuambe, pai de dois filhos, desperta invariavelmente às 4 ou 4 e 30 horas e sai do bairro Albasine onde reside até à Rádio Moçambique via Estrada Circular. Tem paragem “obrigatória” perto do restaurante Piri-Piri para comprar jornais. Já na Rádio, por volta das 6.00 horas, a primeira actividade é enviar propostas de trabalho para a RDPÁfrica, em Lisboa, estação emissora da qual é correspondente. Antes de começar a editar o Jornal da Tarde da RM, toma o café, entre 9 e 10 horas na pastelaria Gulodice, onde lê jornais, preferencialmente semanários nacionais e portugueses.

A jornada laboral vai até 20.00 horas. Quando pode recolher cedo faz caminhadas pela estrada circular, pelo menos três vezes por semana, exercício que aos fins-de-semana é feito com amigos.

Apesar do trabalho que o ocupa também no fim-de-semana, ele esforça-se em viajar para ver a mãe, em Malehice, distrito de Chibuto, em Gaza.

É adepto do Maxaquene e bebe o seu copo preferencialmente no Sindicato Nacional de Jornalista que, para ele, é um centro de debate de ideias.

O seu sonho é ajudar na formação da nova geração de jornalistas, “porque da minha parte já produzi e editei todos os programas informativos da Rádio Moçambique”.

 

 

 

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