PARQUE DA GORONGOSA: Antigo furtivo convertido em guardião da natureza

Texto de Benjamim Wilson
benjamim.wilson@snoticicas.co.mz

A história de Tato João, antigo caçador furtivo, confunde-se com a do Parque Nacional da Gorongosa, no qual passou parte da sua vida a dizimar animais. Acabou integrado na equipa do parque e tornou-se numa das pessoas mais solicitadas para prestar serviços. Tal como ele, outros antigos “inimigos” da natureza trabalham, dia e noite, na protecção desta que é uma das maiores áreas de conservação em Moçambique e não só.

Um homem franzino, claro e de estatura média dirige-se para a reportagem do domingo a passos firmes. Trata-se de Tato Alexandre João, nascido no distrito de Nhamatanda, localidade de Bebêdo, zona de Micheu, província de Sofala, em 1972.

Cresceu numa família pobre. O seu pai trabalhou nos Caminhos-de-Ferro na cidade da Beira, tendo depois se dedicado ao cultivo de tabaco e milho, produtos que eram vendidos para o sustento da família.

Enquanto miúdo, dividia-se entre a escola e o apoio aos pais na agricultura. Durante algum tempo residiu no interior do Parque da Gorongosa, onde os seus tios trabalhavam.

Com a intensificação do conflito armado, 1983, muitas famílias fugiram em direcção ao Rio Púnguè, tendo-se fixado na comunidade de Vinho, zona de Metuchira.

“Desde então, o acampamento de Chitengo ficou completamente abandonado. Os trabalhadores do parque e a comunidade de Vinho juntaram-se em Metuchira, formando-se uma espécie de aldeia do Parque da Gorongosa”, realçou.Em 1986, o seu pai morreu, o que obrigou a ele e os irmãos a se dedicarem ao negócio de milho e batata, produtos que eram maioritariamente vendidos no Zimbabwe.

 

Corria o ano de 1991, quando se casou. Nessa altura, decorriam as conversações entre representantes do Governo moçambicano e da Renamo, em Roma, na Itália, para o alcance da paz.

Por causa da fome que se abatera sobre a região, algumas pessoas que viviam no interior começaram a dedicar-se ao abate de animais, cuja carne era entregue às comunidades vizinhas recebendo em troca outros produtos alimentares.

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