EDUCAÇÃO ALIMENTAR: O que os nossos filhos comem na escola…

Os alimentos consumidos na hora de intervalo por crianças que frequentam o ensino primário e não só, já começam a estar na mira dos pais e/ou encarregados de educação.

Com efeito, as pipocas, os doces, as batatas fritas, hambúrgueres e refrigerantes, apesar de ainda caírem no gosto da pequenada, foram já identificados como alimentos nocivos à saúde. São os ditos alimentos industrializados ou quimicamente processados, ricos em gorduras, sais, açúcar e outros aditivos, verdadeiras bombas relógio na vida do homem.

Algumas escolas, sobretudo as privadas, já tomaram a dianteira na batalha contra o consumo destes. Algumas proíbem a entrada de refrigerantes na escola e trocaram-nos pela água no menu das refeições que oferecem aos alunos. À mesma medida vetam o consumo de gelinhos que frequentemente substituem alimentos saudáveis no lanche das crianças.

Tudo é feito na tentativa de incutir os bons hábitos alimentares, acautelando, entre outros problemas, a tendência crescente de obesidade na pequenada.

Em algumas instituições, a abordagem tem sido feita envolvendo pais e a direcção das escolas.

Conforme atestou a nossa reportagem, algumas crianças encaram o assunto com seriedade. Esse é ocaso de Anisse Assane, de 11 anos, estudante da sexta classe, no Colégio Arco – Iris.

Para o bem da sua saúde, afirma que não bebe refrigerante desde o princípio do presente ano por recomendação da mãe.“Ela diz que os refrigerantes possuem muito açúcar e corantes que prejudicam a nossa saúde”. Durante as aulas de ciências naturais aprendeu mais sobre a necessidade nutricional do organismo humano.“Podemos trocar os refrigerantes por sumos naturais ou agua e aprendi que devemos consumir mais os alimentos construtivos como as frutas e os legumes”, sublinha ainda o petiz.

No pátio escolar do Colégio Arco – Íris encontrámos, também, a adolescente Sintique Madeira a tomar o seu lanche comprado na cantina escolar. Tinham nas mãos sandes de hambúrguer com salada de repolho e um cartucho com batatas fritas. Entretanto, garantiu que consome hambúrguer de vez em quando. “Hoje não trouxe o meu lanche de casa, por isso comprei”.

À semelhança de Anisse, Sintique Madeira adoptou algumas restrições alimentares. “Faz quatro anos que não bebo refrigerantes. Foi decisão minha e não sinto falta. Também não exagero no consumo de ovos por causa do colesterol”, afirmou Sintique, de 17 anos.

De acordo com Margarida Chambal, assistente do ensino primário no Colégio Arco-íris grande parte das crianças tem trazido o seu lanche de casa. “A cantina da escola tem o seu menu de refeições, e não interferimos pois a gestão não é da direcção da escola”, explicou.

Contudo a  seu ver, os pais têm mostrado alguma preocupação em relação à qualidade nutricional do lanche dos seus educandos.

“Temos recebido pais cujos filhos estão em risco de obesidade e que por recomendação médica têm uma dieta alimentar específica. Por esta razão, eles têm-se aproximado a escola para pedir apoio no controlo das refeições que os filhos passam aqui na escola”, revelou.

Para Benvinda Maurício, chefe da secretaria da Escola Primária Completa do Nkovo, a merenda escolar ainda é um problema que transcende a direcção escolar. “Os pais devem se preocupar em ver ou saber o que os filhos consomem. Em alguns casos, remetem esta tarefa às ‘secretárias’ de casa, mas a intervenção destas, é sempre diferente de uma mãe ou pai”, considerou.

 Fraco consumo de frutas

À hora do intervalo maior, a Escola Primária Completa 3 de Fevereiro o cenário remete a elevado número de crianças que partilham entre elas o lanche. Nas lancheiras predominam bolachas, sandes, batatas fritas, chips, e nada de fruta, apesar de se encontrar em abundância nos mercados e quintais da cidade de Maputo e arredores.

 Entretanto, Matilde Chilundo, directora daquela unidade escolar, mostrou-se preocupada em regular a forma como os alunos se alimentam e lamentou pelo facto de a escola não ter ainda condições de gerir a cantina escolar.

“De qualquer forma, defende que educação alimentar deve partir de casa. Tenho muitas vezes percebido que as crianças trazem sempre o mesmo lanche. Não há diversificação. São bolachas, hambúrgueres e refrigerantes”, denunciou.

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