EXPORTAÇÕES: Agricultura contribui com seis milhões de dólares para o Estado

O sector de agricultura na província de Manica contribuiu, no primeiro trimestre deste ano, para os cofres do Estado, com 6,6 milhões de dólares resultantes das exportações de produtos diversos para vários países dos continentes asiático e europeu.

A madeira e seus derivados são produtos que mais pesaram na balança das exportações com um rendimento calculado em 4,7 milhões de dólares, seguido de outros produtos que contribuíram com um milhão de dólares.

Os dados foram revelados na passada quarta-feira, em Chimoio, pela directora provincial da Agricultura e Segurança Alimentar de Manica, Sónia Namahumbo, durante uma reunião onde foi apresentado o plano operacional da comercialização agrícola 2017, com objectivo de desenhar a estratégia para o sucesso da época de comércio que se avizinha.    

Namahumbo disse que no primeiro trimestre deste ano a província comercializou 217,16 toneladas de produtos agrícolas. Destas, 38,7 toneladas foram exportadas contra 202,2 toneladas de igual período de 2016, o que corresponde a um acréscimo na ordem de 7,3 por cento.

Explicou que os produtos agrícolas tiveram menor valor nas exportações com 933 mil de dólares. “Registámos alguma baixa no que diz respeitos a produtos agrícolas. Pensamos que ainda vamos a tempo de elevar os níveis de comercialização. Neste ano, a província conta com mais de 59 pequenos e médios intervenientes na comercialização agrícola,  que garantem a compra de excedentes nas zonas de produção e entrega aos grandes intervenientes posicionados nas sedes distritais, postos administrativos, localidades e a porta das indústrias existentes na província”, referiu a directora, tendo sublinhado que “contamos com os nossos parceiros na comercialização. Eles compram aos produtores e levam para o mercado”.

A província de Manica comercializou em 2016 cerca de 2,5 milhões de produtos agrícola das 2,7 toneladas planificadas contra mais de dois milhões de toneladas de igual período de 2015, que correspondem a um decréscimo na ordem de 4,65 por cento.

Este ano, segundo Sónia Namahumbo, Manica prevê colocar no mercado cerca de três milhões de toneladas de produtos diversos, cuja meta de armazenamento físico é de 155 mil toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas,   sendo 116 mil  em armazéns e o restante em silos.

Aquela directora disse que para além da rede física registada de armazéns, os operadores rurais guardam os seus produtos de forma transitória nos postos de comercialização como rendas e barracas.

No que se refere à rede privada de armazéns e silos, a província tem um total de 25 unidades, das quais 17 silos e oito armazéns com capacidade para um total de 45 mil toneladas.  Na presente campanha agrária, Manica vai produzir 3,5 milhões de toneladas de produtos diversos.  

Texto de Domingos Boaventura

domingos.boaventura@snoticicas.co.mz

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Editorial

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domingo, 23 abril 2017, 00:00
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