EFEMÉRIDE: Defeito?! Na Lurdes é difícil…

–António Espada, esposo de Lurdes Mabunda, responsável pelo Departamento de Atendimento à família e menores vítimas de violência

Quando e em que circunstâncias conheceu a sua esposa?

Foi em 1996 ou 97, não me lembro ao certo, num ambiente de trabalho, eu também sou agente da polícia. Quando a vi pela primeira vez não aflorou nesse momento uma paixão, ela foi-se desenvolvendo pela convivência, nas interacções profissionais. Fomos nos tornando amigos, até que em 2003 iniciou uma aproximação que nos levou ao namoro e, mais tarde, em 2006, à nossa união.

Como tem sido a vida no vosso lar, a regime militar ou nem por isso?

Levamos a vida de forma normal, como qualquer pessoa, entretanto, as nossas conversas envolvem assuntos profissionais, é inevitável. Procuramos saber como foi o dia de cada um e falamos do que será o dia subsequente.

Caracteriza a Lurdes Mabunda sem a farda da Polícia.

A Lurdes sem a farda da Polícia é uma mulher normal, que amarra a capulana, cuida dos afazeres domésticos, sobretudo aos fins-de-semana. Pila o amendoim, para preparar uma matapa ou cacana, mói o milho para preparar a xima. Ela é muito humilde, prestativa no seio da nossa família, o que faz com que toda a gente apoie a nossa união, facto que fortifica a nossa relação.

Entretanto, não deixa de ser uma mulher batalhadora, que luta pelos seus sonhos, daí que, de farda é, igualmente,fantástica. Desde que entrou para a Polícia em 1992, vem elevando o seu nível académico: fez a licenciatura em Psicologia, duas pós-graduações em Saúde Mental e Psico-intervenções e em Psico-traumatologia. Actualmente está a fazer outra licenciatura em Direito. Oobjectivo dela é ter um desempenho cada vez melhor no seu trabalho, onde é responsável pelo Departamento de Atendimento à família e menores vítimas de violência. Então todo o conhecimento que adquire academicamente desagua na sua área de trabalho.

A sua esposa é também bela fisicamente. Tem ciúmes dela?

Qualquer homem teria. É natural. Mas não tenho razões para inquietação, o carácter dela é impecável.

É pacífico ter mulher polícia? Gosta do trabalho que ela faz?

Em nenhum momento me senti desconfortável pelas funções que ela desempenha profissionalmente, pelo contrário encontro compatibilidade no nosso relacionamento, pelo facto de eu ser também polícia. Gosto, admiro a sua entrega e o testemunho disso é o sucesso das suas realizações.E é preciso fazer entender que nós (agentes da Polícia) estamos preparados para grandes desafios. Ela recebe casos de violência, muitas denúncias e consegue aplicar estratégias para lidar com isso. Tudo é feito com muita entrega, facto que me faz nutrir muita admiração pela minha esposa.

DE “MUDGERMAN”

A MULHER DE MÉRITO

Se tivesse de escolher uma palavra para definir a sua companheira, qual seria?

Batalhadora. Pelos motivos que apresentei anteriormente.

Aponta, pelo menos, um defeitona sua esposa.

Defeito?! Na Lurdes é difícil, sobretudo porque cultivamos um espírito de diálogo, adicionado ao facto de ela ser extremamente calma, ponderada.

E o senhor, comandante António Espada, o que faz que deixa a sua esposa chateada?

Eu sou, digamos, espontâneo, não chego a ser agressivo, mas sou um pouco explosivo. Certas vezes, apareço com a intenção de fazer com que as coisas aconteçam de forma célere, sem resolução conjunta, o que a deixa um pouco chateada, pois ela sempre soube colocar o seu ponto de vista de maneira diplomática: “que tal se fizéssemos assim…”, arranja sempre uma forma de me convencer a alinhar nas suas ideias, sem me forçar. Mas, como disse, os pequenos lapsos são resolvidos através do espírito de diálogo que predomina na nossa relação.

Qual é a sua participação no sucesso desta mulher?

Procuro sempre ser o seu parceiro, apoiando-a nos seus projectos. Tenho o privilégio de tê-la do meu lado ao anoitecer e ao amanhecer, de estar neste lugar e poder ouvir o que ela tem para me dizer e dar o meu ponto de vista em relação aos seus planos, encorajá-la, dizer-lhe que está no bom caminho.Enfim, é realmente um exemplo de mulher, que depois de regressar da Alemanha em 1991 (ela foi“mudgerman”), teve a ideia de ingressar, em 1992, na Polícia e demonstrou que era possível transformar o cenário de aflição, pela incerteza do porvir, e impor-se de forma relevante na sociedade. A Lurdes é realmente uma mulher batalhadora.

Texto de Carol Banze

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