O termo sustentabilidade acabou por ser a tónica dominante dos temas abordados na Conferência Internacional Crescendo Azul, promovida na semana passada pelo Governo moçambicano, com a participação de mais de 600 pessoas oriundas de diversos pontos do mundo.

Os mares e oceanos estão agora no centro das atenções dos governos de todo o planeta, da Organização das Nações Unidas e de organismos internacionais especializados em matérias marítimas que procuram assegurar que a sua exploração seja feita em moldes sustentáveis.

Ciente da gravidade do problema, o Governo moçambicano decidiu aprovar um plano de ordenamento marítimo, tal como, aliás, referiu o Presidente da República, Filipe Nyusi, na abertura deste evento de dois dias.

Filipe Nyusi justificou a aprovação do plano de ordenamento marítimo dizendo que Moçambique é uma “nação oceânica” e que, por isso, deve aprofundar as investigações científicas sobre as questões da sustentabilidade no uso dos mares e dos oceanos.

Ao acolher este evento, Moçambique junta-se ao movimento global do chamamento para a acção lançado pelas Nações Unidas e por organismos responsáveis pela sustentabilidade dos oceanos, no quadro da implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS-14), no tocante à exploração dos recursos marinhos.

O ODS-14 força o estabelecimento de uma plataforma de diálogo permanente de forma a promover a concertação, alinhamento e partilha de conhecimentos necessários para o cumprimento efectivo dos compromissos assumidos no âmbito da agenda global 2030.

Pretende-se igualmente promover o desenvolvimento das economias do mar no contexto de uma economia azul sustentável, tendo como base o conhecimento científico e tecnológico. Ainda através do evento, o Governo tinha como objectivo a partilha e apropriar experiências de modelos em curso em países com historial de sucesso, na implementação da economia azul em diversas áreas, bem como do trabalho de organizações e de plataformas com estratégias e programas atinentes.

Filipe Nyusi destacou a existência de riquezas marinhas como elemento que leva o país para o mundo e o mundo para Moçambique.

O Chefe de Estado ressalvou que a investigação científica deve constituir um alicerce fundamental para a materialização da economia azul.

Texto de Benjamim Wilson

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