secretário do SNJ, em entrevista ao domingo, por ocasião do 41.º aniversário da classe

O jornalismo moçambicano precisa de ser revisto. Limpar a escória. O futuro dos seus profissionais é cada vez mais nublado. Há os que trabalham sem contrato, empregos precários, pagamento de salários baixíssimos ou infinitamente por peça ou ainda por produtos alimentares, dualidade de critérios no tratamento de processos daqueles que se encontram vinculados no sector público, falta de progressão nas carreiras profissionais, não pagamento de horas extraordinárias, bem assim confusão entre a isenção horária e o trabalho em horário ilimitado.

Na outra face da moeda, há cada vez mais descredibilização da classe em razão do cada vez crescente número de atropelos à ética e deontologia profissionais, no meio de situações em que o número de invenções feitas notícias aumenta diariamente e a sociedade já se apercebeu, embora se divirta à custa desse mesmo fraco profissionalismo. São cerca de 1600 jornalistas conhecidos em Moçambique, 70% dos quais (1080) estão filiados no sindicato respectivo.

Este quadro foi desenhado pelo secretário-geral do Sindicato Nacional dos Jornalistas, Eduardo Constantino, por ocasião da passagem do 41.º aniversário da agremiação, também conhecido como Dia do Jornalista moçambicano.

Eduardo Constantino acredita que o futuro dos jornalistas moçambicanos, em função destes problemas, “é complicado e não assiste ao sindicato a prerrogativa de tomar medidas administrativas, só lhe resta denunciar como o tem feito às instituições responsáveis subtuteladas pelo Estado, assim como tem tomado iniciativas persuasivas na relação com as entidades patronais”.

Texto de Pedro Nacuo

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