Encarada de longe, a poligamia parece coisa do outro mundo, podendo até causar estranheza para quem nunca a viveu. Para trazer a experiência deste tipo de vida conjugal, domingo aproximou-se e conviveu com várias famílias poligâmicas e reproduz as formas de manutenção de harmonia entre mulheres que partilham o mesmo homem.

A vida conjugal legalmente reconhecida em Moçambique é a monogâmica, ou seja, um homem para uma mulher. Mas a realidade africana, em geral, e a moçambicana, em particular, mostra que a vida conjugal a dois não é a única. Muitos são os lares que vivem a poligamia, tanto nas cidades como no campo.

A única diferença é que, enquanto muitos citadinos não assumem publicamente a sua poligamia, no campo se orgulham dessa vida como, de resto, apurámos nas famílias Zimba, em Magude, Massingu, Machava. Bendane e Machaieie, no posto administrativo 3 de Fevereiro, distrito da Manhiça, província de Maputo.Para o Professor Doutor Brazão Catopola, investigador e antropólogo, o significado e a dimensão da poligamia devem ser entendidos e vistos no contexto cultural, religioso e social onde ele ocorre. Lembra que no caso de Moçambique ela existe desde os tempos dos nossos bisavôs.

Texto de Francisco Alar
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