Anália, 12 anos, e Hermenegildo, 7 anos, brincam pairando no ar a expectativa de ver a água a jorrar na torneira. A espera, impaciente, virou rotina na vida dos menores que, junto aos pais, habituaram-se a acordar cedo para acarretar o precioso líquido em um recipiente, porque a água fornecida pela rede pública jorra até às 9.00 horas.

Trata-se de uma situação recorrente e igual à do casal Sandra e Luís, pais de Anália e Hermenegildo, residentes no bairro de Infulene D, quarteirão 19. Um número expressivo de moradores da província e cidade de Maputo está a pensar em abandonar a rede pública em busca da privada como alternativa de abastecimento de água.

A água dos furos pertencentes a privados ganha cada vez mais espaço na cidade e província de Maputo. Geralmente os fornecedores iniciam os seus empreendimentos de forma “tímida”, muitas vezes com o intuito de resolver problemas domésticos das suas famílias.

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19.10.201Banco de Moçambique

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