O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), que se guia pelo lema “mais vale prevenir do que remediar”, lamenta o facto de haver sinais de resistência dos parceiros de cooperação para canalizarem a sua ajuda para actividades de prevenção. Pelo que tem sido constatado, há uma tendência de ajudar depois das tragédias no lugar de apoiar os esforços para evitar o risco.

Em entrevista concedida ao nosso jornal, Rita Almeida, quadro sénior do INGC, refere que houve uma experiência bastante frutífera de reassentamento da população que vivia nas margens do rio Zambeze que não se replicou com o mesmo grau de êxito em nenhum outro ponto do país por falta de apoio.

Apesar disso, aponta grandes ganhos que Moçambique tem alcançado em diferentes domínios e sobre os múltiplos desafios com que ainda se depara, sobretudo no que tange ao mapeamento das áreas vulneráveis às calamidades para posterior controlo dos riscos.

Esta abordagem é feita numa altura em que as Nações Unidas preparam a realização da Plataforma Regional África-Árabe para a Redução de Risco de Desastres, que terá lugar em Outubro próximo na cidade de Tunis, capital da Tunísia, espaço no qual Moçambique tem sido elogiado pelos passos dados. Rita Almeida explica tudo a seguir.Quais são os grandes avanços do nosso país na redução do risco de desastres?

 

São muitos, mas a grande viragem aconteceu em 2006, quando o Governo aprovou o Plano-Director de Prevenção e Mitigação de Calamidades que tinha um horizonte de implementação de 10 anos.

Grande viragem porquê?

Texto de Jorge Rungo
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