Conversas tendenciosas,favores sexuais, contactos verbais ou físicos que criam mal-estar são alguns sinais de assédio sexual hoje muito presentes em ambientes laborais, escolares, nos transportes públicos e não só. O mal é praticado por homens e mulheres. Também vem de superiores hierárquicos para os subordinados e vice-versa. domingo saiu à rua e teve dois dedos de conversa com alguns cidadãos com vista a apurar a sua opinião sobre o assunto.

Presente até nas famílias

‒Tatiana de Oliveira, estudante

O assédio sexual é um mal que, infelizmente, tende a crescer na nossa sociedade. Nunca fui assediada mas sei que tem acontecido, inclusive, dentro das famílias. É triste.

É preciso criar mecanismos para acabar com este mal e abuso. Devia haver mais palestras sobre o assunto para que as pessoas possam estar mais informadas e saibam como proceder quando passam por este dilema.

Temos de ser vigilantes

‒Alessio Nhadombe, trabalhador

É negativo porque no sector do trabalho, por exemplo, tem prejudicado muita gente. Há vezes em que mesmo sendo competente a pessoa é convidada a dar mais do que o conhecimento e quando não é forte alinha nestes esquemas nada saudáveis para quem deseja se firmar como profissional.

Os mais fortes e que têm possibilidades chegam a trocar de emprego por não quererem incómodos.

Entretanto, há casos em que somos culpados por passar por esta situação, pois projectamos, ainda que seja de forma implícita, mensagens que mostram à outra pessoa muita disponibilidade.

Um acto errado

‒Adélia Tenesse, estudante

É um comportamento mau. Em contexto escolar, por exemplo, quando ocorre entre professores e alunos, perturba os estudos porque os alunos não se esforçam e agarram-se ao facto de terem granjeado a simpatia do professor. Sabem que terão ajuda. Isso mutila-os como pessoas.

Acho que a nossa sociedade não irá desenvolver se continuarmos a registar este tipo de comportamento. É preciso que cada um de nós mude de mentalidade para que o problema se resolva.

É preciso resistência ao assédio

‒João Titos Chipuala, trabalhador

Faço parte de uma companhia que recebe muita gente à procura de emprego. Vejo, várias vezes, pessoas que fazem de tudo para ficar com a vaga, chegam a assediar os chefes. Não sou um deles, mas também passo por isso, afinal trabalho no departamento dos Recursos Humanos. É um comportamento que cria ambientes hostis.

Isso também acontece quando damos boleia. Algumas mulheres, em particular, tendem a querer deixar os seus contactos só para garantir que terão boleia nos dias seguintes.

Mas é possível cortar o mal pela raiz. Se a pessoa assediada mostrar resistência a estes comportamentos a outra parte perde força.

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