Texto de Benjamim Wilson
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O Governo moçambicano acaba de concluir o estudo que aponta a barragem hidroeléctrica de Mapai, no extremo Norte da província de Gaza, como sendo crucial para criar uma barreira que possa minimizar os estragos que resultam das cheias, associada ao projecto uma melhor exploração do potencial existente ao longo da bacia do rio Limpopo.

Trata-se de um mega-empreendimento que deverá custar acima de mil milhões de dólares norte-americanos, mais ou menos o mesmo montante que foi necessário para reparar os prejuízos causados pelas cheias de 2000 e 2013, no vale do Limpopo.

Neste momento, conforme assegurou o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, está em curso a mobilização de financiamento para a concretização do projecto, esperando-se que o concurso público para a sua implementação aconteça até Dezembro.

Trata-se de uma infra-estrutura projectada no contexto da resiliência climática e com o objectivo de impulsionar o desenvolvimento integrado de uma das regiões com elevado potencial produtivo na zona Sul.

A bacia hidrográfica do Limpopo, partilhada por quatro países da região austral de África, tem registado cheias cíclicas, considerando-se que cerca de 70 por cento têm origem no seu leito principal.

Só para recordar, nas cheias do ano de 2000, o caudal registou um volume cinco vezes superior ao que se podia reservar na barragem de Massingir, localizada a jusante de Mapai, com uma capacidade de 2,8 mil milhões de metros cúbicos.

Cenário idêntico aconteceu em 2013, visto que neste momento, ao longo do leito principal da bacia do “Limpopo”, não existem infra-estruturas capazes de conter o volume das águas.

Para a reparação dos danos provocados pelas cheias do ano de 2000, foram gastos cerca de 600 milhões de dólares, e, em 2013, foi necessário despender cerca de 550 milhões de dólares.

Com efeito, para o Governo, a construção da barragem tem de ser vista como crucial, pois poderá criar uma barreira que possa minimizar os estragos que resultam das cheias, associando ao projecto uma melhor exploração do potencial existente ao longo da bacia do rio Limpopo.

Igualmente, estima-se que a barragem poderá contribuir para a melhoria da irrigação e conceber um desenvolvimento integrado, já que, devido a cheias cíclicas, a região registou uma acentuada retracção de investimentos públicos e privados em infra-estruturas.

A bacia atravessa uma região com um bom clima, chuvas abundantes, predominância de solos férteis, assim como para o desenvolvimento da pecuária, de vias de comunicação que ligam mercados estratégicos, como da África do Sul e do Zimbabwe. Integra ainda áreas de conservação e corredores turísticos.

Outrossim, com esta infra-estrutura pretende-se explorar o potencial para a produção de energia a partir de uma hidroeléctrica, uma das formas consideradas mais limpas ao nível mundial.

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