MUKHATINE: Fantasmas passeiam, jantam e dormem com moradores

Texto de Carol Banze 

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Certo dia, por volta das 22.00 horas, Josefa Naene, moradora desde 2017 do bairro de Mukhatine, na cidade de Matola, do aconchego do seu quarto, ouviu um barulho misterioso produzido do largo da sua sala. Soava a garfo e faca. “Eram pessoas que passavam a refeição nocturna, aparentemente sentadas à mesa. Quando saí para perceber o que estava a acontecer, não vi ninguém… e o barulho cessou”.

Relatos como este, totalmente fora do comum, fazem parte da rotina dos moradores daquele bairro, localizado a quase 30 quilómetros da cidade de Maputo.

Por lá, seres que fazem parte dooutro mundobatem à porta de residências e emitem vozes de humanos, quase que diariamente”, contou Josefa Naene; acordam as crianças que se levantam aos gritos, afirmando ver criaturas medonhas.

O contacto, em alguns momentos, é, digamos, pele por pele, conforme garantiu outra moradora, aqui identificada por AG, residente no bairro desde 2012. As suas narrativas são de arrepiar: envolvem um homem ou seja “um marido da noite”, de acordo com a suadenominação, para além de gatos, com choro de humano, ratos, também, com comportamento de gente, e outros elementos.

Esclarecendo este emaranhado, começamos por narrar as odisseias que a envolveram com uma criatura “sem rosto, alta e silenciosa”, que, vezes sem conta, aparece-lhe à vista no período nocturno mesmo que não esteja mergulhada em soneca alguma.

A verdade é que tudo sucede de forma rápida, como se fosse um manto transparente, conforme descreveu AG.

Uma vez, o homem misterioso apareceu ao comprido do tecto do seu quarto. Nesse momento, ela ficou inerte, sem saber o que fazer. Tamanho susto, não deu em outra: “senti-me mal, transpirei, tive diarreia…”. 

Essa figura sinistra tem vestido, em outras ocasiões, a pele de malandro, de tal modo que: “já fiz amor com ele, nos sonhos, e nessas circunstâncias chego a senti-lo como se fosse o meu esposo. Vejam que, anteontem, se sucedeu mais um episódio com este”, revelou.

Mas quando a vez de actuar cabe aos ratos, gatos, mochos e companhia, o que se ouve é um barulho intrigante, que sugere se tratar de “pessoas no corpo daqueles animais ou que tenham sido enviados por feiticeiros para nos fazerem mal”, disseram os moradores, unanimemente.

As crianças, por seu turno, não escapam do assombro. A.G. contou que várias vezes os seus filhos despertaram do sono aterrorizados. “Uma das crianças chegou a andar encostado à parede até chegar ao meu quarto, afirmando que no meio da sala havia uma figura. Só ele conseguia ver, mais ninguém”, relatou.

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