Como sobreviver à crise económica?

Passa já algum tempo queMoçambique se encontra mergulhado numa crise, que afecta directamente a vida do país, em diferentes sectores. Produtos alimentares, combustíveis, materiais de construção, entre outros, conheceram um agravamento no que toca ao custo. Cidadãos moçambicanos ouvidos pelo domingo traçaram algumas estratégias básicas para sobreviver a estas adversidades. Acompanhe nos depoimentos abaixo.

Só compramos o básico

Joaquim Mondlane, trabalhador

A vida está difícil e tivemos de traçar medidas para seguir o ritmo que ela nos impõe. Foi preciso reduzir, ao máximo, todos os gastos “desnecessários”. Por exemplo, a forma de utilizar o carro mudou. Usamo-lo quando inevitavelmente precisamos.

As compras para casa também entraram na contenção. Fazemos uma lista e compramos o que é estritamente fundamental: diminuímos a quantidade de leite, iogurtes, cereais, afinal estes itens não chegam a ser mais importantes que o arroz ou xima. Entretanto, depois de adquirirmos tudo o que é uma necessidade básica, damos espaço a alguns caprichos, mas sempre dentro dos parâmetros.

Vigiar as quantidades

Hercínia Mondlane, reformada

Actualmente preocupo-me mais com a quantidade, afinal o que sobe, normalmente, é o custo de vida e não o salário, quando aumenta, nunca é grande coisa. Quando compro carne de vaca, por exemplo, evito bife. Prefiro aquela que tem alguns ossos, pois sai em conta e dá até mesmo para uma sopa.

Também reduzi passeios e vários programas que exigiam contribuições monetárias. Só me mantenho nos “xitiques”, pois me ajudam a sobreviver e a fazer muitas coisas que só com o meu dinheiro não seria fácil.

Já não usamos dois carros

Sérgio Faife, funcionário do Conselho Municipal.

Os meus filhos estudavam em escolas distantes e tínhamos de pagar carrinha escolar. Este cenário mudou. Transferimo-los para uma escola próxima de casa e recolhemo-los pessoalmente. Era recorrente usarmos dois carros mas hoje andamos em apenas um. A medida de contenção está a dar certo.

Veja que costumava viajar entre quatro e cinco vezes para Inhambane, anualmente, para visitar os meus pais. Agora não. Uma a duas vezes basta, afinal o combustível já não perdoa. Para além disto, reduzi igualmente os caprichos que consistiam em passar refeições fora de casa, frequentemente. Passámos a fazê-lo de vez em quando.

Poucas viagens

Felismina Chipuala, estudante e trabalhadora

Gostávamos muito de viajar, mas reduzimos este hábito para poupar o bolso. Os gastos com o combustível tiveram de se ser repensados. No passado, comprávamos combustível semanalmente e enchíamos o tanque, mas hoje em dia já não é assim. Continuamos a abastecer todas as semanas mas reduzimos as quantidades. Igualmente, foi preciso diminuir a quantidade das carnes. Hoje só compramos o suficiente e preparo poucas vezes. Tenho-me socorrido mais do carapau, frango e verduras. Uma e outra vez faço um prato de lulas ou camarão, afinal estes produtos são proibitivos.

Editorial

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domingo, 22 abril 2018, 00:00
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