ELLEN BAKER: Médica astronauta no combate ao cancro em Moçambique

Texto de Francisco Alar

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As circunstâncias profissionais fizeram-nos estar frente-a-frente com uma astronauta americana, uma das poucas mulheres que fez três missões espaciais.

Não estivemos na NASA, mas não resistimos a trazer este rosto, pois muitos dos que com ela trabalham não devem fazer a mínima ideia do seu extenso palmilho.

Ellen Bakeré o seu nome. É consultora no programa de combate ao cancro do Ministério da Saúde. Encontrámo-la integrada numa delegação de 17 peritos que estiveram no país no âmbito do programa.

Nascida a 27 de Abril de 1953 em Fayetteville, na Carolina do Norte, Estados Unidos da América, cresceu na capital do seu país, Nova Iorque.

Participou na elaboração do Plano Estratégico de Combate ao Cancro encabeçado pela primeira-dama de Moçambique, Isaura Nyusi. Presentemente, é chefe de formação na área médica do Gabinete Médico da NASA.

No seu currículo, Baker fez o ensino secundário em 1970, foi graduada em Geologia em 1974, tendo depois se formado em Medicina, em 1978, na Universidade de Cornell, profissão da qual mais tarde viria a tornar-se mestre, concretamente em Saúde Pública.

Entretanto, destaque-se que Ellen Baker vem de uma família de astronautas, tendo entrado naquela instituição em 1981, ano em que se graduou no Curso de Medicina Aeroespacial na Força Aérea americana. Pouco antes da sua selecção como astronauta, trabalhou como fisiologista na Flight Medicine Clinic (Clínica de Medicina de Voo). Em 1984 Ellen foi seleccionada como candidata a astronauta, efectivando-se em 1985, altura a partir da qual teve várias funções na NASA.

A sua primeira missão especial foi no STS-34em 1989, ao que se seguiram outras STS-50em 1992, e STS-71 em 1995. Tem no seu currículo 686 horas no espaço.

Estas missões produziram uma série de experiências e pesquisas científicas em Medicina, física e outros campos do saber, que incluíram a testagem do princípio de Galileu com instrumentos ultravioletas. Hoje, trabalha num vasto programa de capacitação do nosso país para enfrentar o cancro.

Ela conhece Moçambique há seis anos e está envolvida na formação e apoio multifacetado ao programa de combate ao cancro em Moçambique. Leva uma vida simples, onde, porém, o exercício físico não é dispensado. Diz apreciar os pratos típicos de Moçambique, sobretudo à base de vegetais.

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