Na década de 1980, o músico, cantor e compositor popular Alberto Mutcheca interpretou um tema que ficou célebre, um pouco por todo o país, apesar da barreira linguística, pois fê-lo em língua tsonga. À canção deu o sugestivo título de Boateiro.

A má semente, sem que muitos se dessem conta, tinha ganho mais alguns hectares para a sua disseminação, para infortúnio de todos, apesar dos anteriores avisos do primeiro Presidente da República Popular de Moçambique, Samora Moisés Machel, de que o boato era uma arma nociva à sociedade, daí os seus sucessivos apelos ao combate ao boato e encorajamento à vigilância popular.

A eclosão da primeira grande epidemia de cólera em 1997, que provocou um número significativo de óbitos, mostrou que o boato tinha ancorado, crescido e se reproduzido.

Sob argumento de que agentes da Saúde andavam a introduzir cólera (é cloro) nos poços onde a população acarretava água para consumo humano muitos trabalhadores da Saúde e líderes comunitários foram mortos, espancados selvaticamente ou corridos com impropérios à mistura. Mas havia mais um capítulo por abrir.

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