O distrito de Mopeia, no Sul da província da Zambézia, está a acolher um conjunto de projectos económicos que incluem a exploração de uma imensa mina de ouro, construção de um hotel, reposição de regadios, produção industrial de óleo alimentar, entre outros, que estão a mexer com a vida da população local.

Vidal Bila, administrador do distrito, afirma que estas e outras iniciativas empresariais que estão na calha poderão fazer com que o distrito deixe de ser visto como um local recôndito, onde pouco ou nada acontece para além da pesca no rio Zambeze e da produção de arroz para fins de subsistência.

Vidal Bila sugere à população e ao governo local para, sempre que possível, se esmerar na construção de novos empreendimentos. “Áreas de cultivo, celeiros, lojas, bancas e barracas, seja o que for, devem ser pensados e feitos em grande dimensão para sairmos do anonimato”, afirma.

O ponto de partida para a almejada transformação foi a asfaltagem da estrada que liga aquela vila à Estrada Nacional Número Um (EN1), numa extensão de cerca de 40 quilómetros que, apesar de recente, tem uns buracos aqui e outros ali, mas que não comprometem a circulação.

Conforme referimos e testemunhámos, o administrador do distrito funciona como um animador das massas, estimulando até aos funcionários públicos e suas famílias a se interessarem pela actividade agrícola e a serem exemplos de produção em quantidade e qualidade.

Fruto desse empenho generalizado, na sede do distrito de Mopeia a venda de arroz é um negócio pouco apetecível porque quase todos os habitantes da vila-sede têm o produto nos celeiros ou nas machambas. O que falta são lugares para processar.

Aliás, a produção de arroz é facilitada por diferentes vantagens que o distrito possui com ênfase para a qualidade do solo que não requer o uso de adubos e fertilizantes químicos. “Para os objectivos que pretendemos, de nos tornarmos uma referência nacional, basta alguma mecanização e, para isso, dispomos de parques de máquinas”, disse o administrador.

Um dos pontos onde se pode observar a devoção dos residentes deste distrito pelo cultivo do arroz é nos 165 hectares (ha) que pertencem à Associação Paz, liderada por Bernardo António. A área está infra-estruturada na forma de regadio, porém, antes da reabilitação, a produção era feita em regime de sequeiro e dava um máximo de tonelada e meia por hectare.

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