Texto de Luísa Jorge

Muitos casos de violência contra a criança ocorrem no seio das famílias e, facto preocupante, é que são perpetrados pelos pais, padrastos, tios ou irmãos das vítimas e encobertos pelas famílias.

Esta constatação foi avançada pela procuradora da cidade de Inhambane, Juliana Zindoga Boa, durante o seminário de capacitação de jornalistas subordinado ao tema “Casamentos Prematuros: Quadros Legais e Políticas de Protecção das Crianças”, evento organizado pela Rede de Comunicadores Amigos das Crianças (RECAC).

Aquele cenário, de acordo com Juliana Zindoga Boa, coloca desafios em torno das leis e da criminalização dos prevaricadores.

Na ocasião, questões relativas às uniões forçadas foram igualmente levantadas, tendo sido apontadas como um dos factores que levam à prática de crimes de violência doméstica. “Muitas vezes esta menina que é obrigada a casar sofre maus-tratos no lar. Ela acorda cedo e passa todo o dia a trabalhar e, à noite, ainda é obrigada a cumprir os seus deveres conjugais. Ou seja, ela deve garantir a mesa, cama e o tecto”, explicou a procuradora.

Inhambane regista 135 casos

A província de Inhambane registou no primeiro trimestre do presente ano um total de 135 casos de violência contra crianças, sendo  Jangamo, Massinga, Maxixe  e Vilanculos os distritos que lideraram o registo de casos.

 

De acordo com a responsável da Repartição de Estatísticas, Estudos e  Difusão no Comando Provincial da Polícia em Inhambane, Génia  Gonçalves, os 135 casos fazem parte de um universo de 558 casos de violência doméstica registados na província.

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