Estão à solta

Geralmente são bons falantes, arranham mediocremente bem a língua inglesa, estão bem relacionados e conhecem meio mundo com um estalar de dedos. A sua especialidade é delinquir, civilizadamente, ou, dito de outra forma, burlar.

Na semana passada caíram, que nem patinhos, na cilada cerca de 20 jovens que até hoje procuram emprego. A rede de burlões, que a avaliar pelo seu “modus operandi” conhece bem o seu ofício, saiu-se a contento.

Depois de recolherem por cada candidato a emprego a importância de cinco mil meticais enviaram aos requerentes um serviço curto de mensagem, vulgo sms, para que num determinado dia da semana passada, já não temos bem em mente a data, se dirigissem para um determinado ponto da cidade de Maputo onde lhes seria anunciada e indicada a empresa onde cada um iria trabalhar, mas deviam observar um entretanto, isto é, os homens deviam ir trajados de fato preto e camisa branca e as mulheres blusa branca e saia preta. Caíram redondo na emboscada.

Bula-bulasoube que alguns candidatos não pregaram olho durante toda a noite ansiosos em ver o raiar do novo dia para rumarem ao ponto de encontro onde o emprego lhes aguardava sentado num banquinho.

Lá chegados, esperaram, esperaram, e… zero, zero no marcador. Os proponentes de emprego nem vê-los. De cada vez que um carro parasse ao pé deles renascia-lhes a esperança. Os carros foram parando e arrancando mas nem um… “oi, desculpe a demora. Já chegámos. Ficámos enrolados no engarrafamento”. E, como sempre acontece em casos de género, a solução final foi chamar a imprensa para reportar mais uma burla.

Tudo isto numa altura em que ainda está bem fresquinho nas nossas mentes o caso de nossos compatriotas que depositaram dinheiro numa instituição de origem duvidosa na expectativa de receber juros altíssimos.

Eles são mesmo ousados.

Editorial

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