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            19.10.201Banco de Moçambique

            Texto de Benjamim Wilson

            A celebração do Dia Mundial do Ambiente, assinalado na passada terça-feira, acabou por se transformar numa fotografia planetária do que somos, pois poucos imaginam que os resíduos plásticos fazem parte do nosso “cardápio”.

            A verdade é que os resíduos de plástico que chegam ao mar afectam grandemente a vida marinha do mesmo modo que atingem o ser humano, principal consumidor das espécies do mar.

            Registos feitos indicam que no estômago de peixes, de golfinhos, baleias e de outros tipos de espécies marinhas têm sido encontradas partículas derivadas de plástico cada vez em maior quantidade.

            Segundo revelou o ambientalista Carlos Serra, um estudo recente indica que o ser humano consome em média, por ano, cerca de 11 a 12 mil partículas resultantes do plástico.

            Aliás, o plástico transformou-se num problema sério em termos de poluição dos mares, representando hoje cerca de 80 por cento dos resíduos que se acham nas águas oceânicas.

            Na região do Oceano Pacífico, por exemplo, existe uma extensa área com resíduos acumulados, denominada Ilha do Lixo, com um tamanho superior ao dobro do território de Moçambique.

            Os ambientalistas afirmam que não basta atirar as culpas da acumulação de resíduos a um eventual mau comportamento de marinheiros, de pescadores e das tripulações das embarcações, visto ter sido verificado que grande parte provém das cidades.

            Carlos Serra, recorrendo à Lei de Lavosier, recordou que na natureza nada se cria, nada se ganha, nada se perde, tudo se transforma, sendo por isso possível encontrar hoje resíduos de plástico na composição de algumas espécies animais como cabrito e boi, que fazem parte da alimentação da maior parte das pessoas.

            Estudos recentes mostraram que o plástico também faz parte da composição de produtos higiénicos que as pessoas usam no dia-a-dia, cujo risco de contaminação para o homem é elevado, com o agravante de já serem detectáveis partículas de micro-plástico na água para consumo humano.

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