Os Estados Unidos da América e a Alemanha estão de costas voltadas. No centro da discórdia está a Rússia que os EUA gostariam de isolar, através de sanções, para diminuir a sua capacidade económica e, por essa via, reduzi-la a uma potência média negligenciável no sistema internacional. Porém, a estratégia americana – sanções contra a Rússia –não encontra espaço na Europa, com maior destaque para a Alemanha. De facto, os EUA e a Europa, com maior destaque para a Alemanha, têm estado a distanciar-se cada vez mais em vários assuntos como sejam: a questão nuclear iraniana, o comércio internacional, a contribuição na OTAN e, no caso vertente, a forma como se deve lidar com a Rússia.

Cuba e Irão estão actualmente a “sofrer” devido a pecados cometidos durante a guerra fria, para os quais os EUA ainda não encontraram espaço, no seu “coração”, para os perdoar. Agarrando-se a “rancores” do passado, os EUA continuam a defender a necessidade de “asfixiar” economicamente aqueles dois países. Para lograr tal intento, Washington decidiu punir empresas estrangeiras que efectuam ou queiram efectuar transacções económicas com Cuba e Irão, por considerar ser uma violação das sanções económicas que eles impuseram sobre os dois Estados. Aliás, este comportamento tem sido motivo de alguma crispação entre os EUA e os seus tradicionais aliados da União Europeia, estes últimos a defenderem que deve haver uma maior abertura para com os dois países. Uma análise à intransigência dos EUA em relação aos dois Estados leva a concluir que o seu pecado reside na sua desobediência às ordens de Washington e sua vontade de exercer autonomia na escolha sobre como se devem autogovernar.

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