100 ANOS DA DECLARAÇÃO DE BALFOUR: Continuaremos a lutar pelos nossos direitos

“Não temos motivos para comemorar, mas vamos organizar palestras para recordar ao mundo que continuamos a lutar pela reposição dos nossos direitos violados por Israel, sob protecção da Grã-Bretanha.” Assim começou a conversa com Fayez Abdul Jawad, embaixador da Pelestina em Moçambique, a pretexto dos 100 anos da Declaração de Balfour, que em Novembro de 1917 outorgou a criação, em território palestino, de um estado judeu.

Balfour significa, para os palestinos, a oficialização do assalto à sua terra, o que levou ainda à Guerra dos Seis Dias, que opôs a partir de 29 de Novembro de 1967 Israel ao mundo árabe, solidário com a Palestina.

Abdul Jawad começa por classificar a “Declaração Balfour” como um crime e uma calamidade para o mundo, na medida em que – argumenta – retirou o direito de um povo tolerante na sua convivência e no que diz respeito às crenças religiosas. Segundo ele, no lugar deste ambiente harmonioso foi estabelecido o racismo e todo o tipo de violência contra os palestinos.

Para o entrevistado tratou-se, ainda, da violação do Direito Internacional, porque esta ocupação dos territórios palestinos impede um povo de levar uma vida normal, contrariando todas as convenções do mundo civilizado.

Além de ajudar na transferência dos sionistas até então espalhados pelo mundo para o território da Palestina, a Grã-Bretanha capacitou-os militarmente “para cometerem atrocidades contra o povo palestino. “Os crimes que foram sendo cometidos propiciaram a fuga de mais de seis milhões de palestinos para vários pontos do mundo. Por estas razões reivindicamos os nossos direitos e exigimos que a Grã-Bretanha nos peça desculpas e reconheça o nosso estado da Palestina, nas fronteiras de 1967 e a sua capital Jerusalém Oriental”, considerou.

Esta reivindicação é, actualmente, o principal entrave para a afirmação do estado da Palestina, que, mais do que constituir motivo para o conflito que já vai longo, divide o mundo. Há países que reconhecem o estado palestino tal como ele é reivindicado e outros, atrelados a interesses e ao poderio judeu, não.

Para o embaixador palestino em Maputo seria razoável que o Reino Unido assumisse as suas responsabilidades políticas, históricas e espirituais por aquilo que considera “crime contra a humanidade”, ao mesmo tempo que reitera o apelo a Israel para cumprir o Direito Internacional.

“Não é legítimo que a Inglaterra comemore os 100 anos da Declaração, quando há um povo que está a sofrer. Os palestinos não têm motivos para comemorar”.

Texto de António Mondlhane

amondlane@hotmail.com

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