China pede aos EUA e Rússia que evitem confrontação

• Com a Síria em pano de fundo, o aumento da tensão entre as duas potências leva a terceira potência a tentar colocar “água na fervura”

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, urgiu aos Estados Unidos da América e à Rússia a evitarem a confrontação, face à crise na Síria, num período de renovada tensão entre Washington e Moscovo.

É importante que a comunidade internacional se mantenha unida e apoie o papel da ONU como líder do processo (para solucionar o conflito)”, destacou Wang, numa conferência de imprensa.

O ministro chinês afirmou que a “solução política” é a única opção viável e “a forma correcta” de resolver o conflito sírio.

A China urge a todas as partes envolvidas, em particular os EUA e a Rússia, a aumentarem a sua comunicação e cooperação e evitar a confrontação e o conflito”, disse Wang Yi.

As suas declarações surgem num momento em que a relação entre EUA e Rússia atingiu o “ponto mais baixo de sempre”, segundo assinalou o Presidente norte-americano, Donald Trump, após Washington ter atacado uma base militar do Governo sírio de Bashar Al-Assad, na primeira intervenção directa dos EUA desde o início da guerra civil.

Trump ordenou o ataque como represália pelo ataque químico na Síria, alegadamente perpetrado pelo regime de Assad.

O Presidente russo, Vladimir Putin, insistiu que não existem provas do uso de armas químicas por tropas sírias.

A China não criticou nem apoiou directamente a decisão de Washington.

Wang Yi apelou a que se realize uma investigação independente sobre o ocorrido e considerou que, “se forem tomadas acções, deve-se levar a cabo no âmbito da ONU e com base nos objectivos e princípios da Carta das Nações Unidas e das normas internacionais”.

NATO “já não é obsoleta”

O Presidente norte-americano, Donald Trump, assegurou semana finda que a NATO “já não é obsoleta”, como tinha criticado durante a campanha eleitoral de 2016, depois de aquele organismo reconhecer a necessidade de lutar contra o terrorismo.

Queixei-me sobre ela [NATO] faz tempo. Disse que era obsoleta. Já não é obsoleta”, disse Donald Trump numa conferência de imprensa conjunta, na Casa Branca, com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg.

Trump assinalou que o encontro tinha sido “produtivo” e que a NATO concordara “a fazer mais na luta contra o terrorismo”.

Com estas palavras, o Presidente norte-americano dá uma volta de 180 graus nas suas críticas à Aliança Atlântica, que tinha atacado frontalmente durante a campanha eleitoral, acusando-a de não estar à altura das circunstâncias.

Uma vez mais, insistiu na necessidade de que os membros da NATO aumentem a despesa na Defesa até ao objectivo acordado de dois por centro do Produto Interno Bruto (PIB), porque não podem esperar que os Estados Unidos cumprissem com as suas exigências de Defesa.

Por seu lado, Jens Stoltenberg reafirmou que essa é uma das suas “prioridades” e que espera que todos os países-membros cumpram com o prometido.

A mensagem clara e directa do Presidente Trump ajudou e vemos como os países estão a começar a trabalhar na direcção adequada”, acrescentou o secretário-geral da NATO.

In dn.pt

Versão-Impressa


Editorial

O que fazer com tanta madeira apreendida?
domingo, 23 abril 2017, 00:00
O Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural (MITADER) desencadeou há poucos meses uma mega-operação de fiscalização das áreas de corte,... Leia Mais

Opinião

Desporto

Nacional

Breves

Sociedade

Reportagem

Cultura

Em foco

Temos 396 visitantes em linha

Banca de Jornais

Sociedade do Noticias
  • EconomiaEconomia
  • CulturaCultura
  • DomingoDomingo
  • DesafioDesafio
  • NotíciasNoticias

Conselho de Administração

Bento Baloi Presidente

Rogério Sitoe Administrador

Cezerilo Matuce Administrador