No dia 18 de Dezembro de 2010 a Tunísia assistiu aos primeiros protestos populares que rapidamente contagiaram outros países árabes, nomeadamente o Egipto, a Líbia e a Síria, nos primeiros meses de 2011. Os protestos ganharam logo o apoio do Ocidente, que os apelidou de “primavera árabe”. Em dois países, Líbia e Síria, os protestantes transformaram-se em grupos rebeldes com o objectivo de conquistar o poder político.

No caso da Líbia houve uma intervenção directa do Ocidente– EUA, França e Reino Unido – sob umbrela da Resolução 1973, de 17 de Março de 2011, do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Na

Síria a estratégia do Ocidente foi fornecer logística (financeira e militar) aos rebeldes para deporem Bashar Al-Assad.

No caso da Líbia, a operação de deposição de Muammar Gaddafi levou oito meses – 13 de Fevereiro a 20 de Outubro de 2011 –, enquanto na Síria o apoio da Rússia e do Irão tornou Bashar Al-Assad osso duro de roer para os rebeldes apoiados pelo Ocidente.

Contra todas as expectativas do Ocidente, a guerra na Síria tornou-se prolongada – mais de sete anos – e, por isso mesmo, a estratégia de apoio aos rebeldes ficou afectada pelas fracturas intra-ocidentais.

 
Por Paulo Mateus Wache*
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