O Golfo Pérsico tem sido um campo de disputas estratégicas desde 2018 quando os EUA decidiram retirar-se unilateralmente do acordo nuclear. A resposta do Irão, ainda que gradual, tem sido na direcção da continuação do programa nuclear que tinha estagnado por força de cumprimento do acordo. Por conta desta desinteligência (entre os EUA e Irão) incidentes militares têm-se multiplicado no Golfo Pérsico. A título de exemplo, no dia 13 de Junho 2019, dois navios petroleiros pertencentes ao Japão e à Noruega foram atacados, gerando acusações mútuas entre Teerão e Washington. Sete dias depois, dia 20 de Junho, o Irão abateu um drone dos EUA no estreito de Ormuz. 

Realizou-se, semana passada, em Maputo, a Cimeira EUA-África, que reuniu empresários e alguns chefes de Estado e de governo de África para interagir com empresários e a subsecretária do comércio dos EUA. O evento iniciou um dia após o anúncio, pelas autoridades moçambicanas e pela Anadarko, uma empresa norte-americana, da decisão final de um investimento de mais de 20 biliões de dólares para a exploração de gás natural no Rovuma. Na cerimónia de abertura a subsecretária do comércio dos EUA anunciou a duplicação, nos próximos anos, do montante que o seu país investe em África. Embora sejam notícias promissoras para os Estados africanos, o anúncio e a cimeira em si são reflexo não de um maior engajamento dos EUA para o desenvolvimento de África, mas sim de uma estratégia para conter a ascensão da China e, assim, manter o domínio sobre o continente negro e o globo.

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