Bamako enfrenta protestos populares antigovernamentais desde 5 de Abril de 2019. O móbil dos protestos é o massacre, a 23 de Março, de cento e sessenta (160) membros do grupo étnico Fulani (Muçulumano) pela milícia dos “caçadores Dogon’’. Apesar da medida drástica e inoportuna, do Presidente Ibrahim Boubacar Keita, de dissolver a milícia, a etnia Fulani exige medidas tangíveis para o fim da violência.

Enquanto a Argélia e o Sudão estão em “alvoroço”, com o povo a pedir que os militares abandonem o poder e deixem que os civis governem, o general e presidente Abdel Fattah el-Sisi, do Egipto, procura estender a sua permanência na liderança do país. Nos primeiros dois países, os respectivos presidentes, que vieram do exército, acabam de abandonar a presidência, um por renúncia e o outro por “intervenção” dos militares que o detiveram. Apesar destes sinais, no Egipto o general presidente “impôs” um referendo que, a ser aprovado (tudo indica que o voto será positivo), vai legalizar a possibilidade de sua permanência no poder até 2030. Em referendo os egípcios terão de decidir, entre 20 e 22 de Abril, se aceitam ou não a extensão do mandato presidencial de quatro para seis anos. Embora contestado por alguns resquícios de uma “silenciada oposição”, a realização do referendo não passa de uma estratégia para a legalização da perpetuação da governação dos generais no Egipto.

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