CAÇA FURTIVA: Maputo na boca do mundo devido ao tráfico de troféus

Texto de Benjamim Wilson

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O Aeroporto Internacional de Maputo não tem estado bem na fotografia ao ser referenciado mundialmente, nos últimos anos, como corredor ou ponto de partida do contrabando de troféus resultantes da caça furtiva e drogas proibidas. Com o objectivo de reverter este cenário, o principal terminal aeroportuário está a ser reforçado com pessoal especializado para a fiscalização de cargas e bagagens, além de alocação de cães pisteiros.

Exemplos de episódios que transmitem uma ideia não muito boa de Moçambique são vários, nomeadamente a apreensão de pontas de marfim em Kuala-Lumpur, na Malásia, saídas de Moçambique; a descoberta, em Dezembro de 2016, de 1.3 tonelada de marfim em Cambodja a caminho de Vietname, mas que partiram de Moçambique, e a confiscação de quantidades não reveladas de trofeus dissimulados em artigos de arte.

O negócio é muito atractivo porque envolve muito dinheiro. Um quilograma de corno de rinoceronte chega a ser avaliado em 60 mil dólares norte-americanos.

Segundo deu a conhecer o director dos Serviços de Protecção e Fiscalização da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), Carlos Lopes Pereira, a criação de uma unidade canina no Aeroporto Internacional de Maputo surge a pedido de Autoridade Tributária e visa flexibilizar a vigilância de cargas e de bagagens.

Lopes Pereira disse que já existe pessoal especializado para lidar com os cães treinados na Tanzania, estando preparado para detectar produtos de fauna, em particular cornos de rinoceronte e marfim, que têm sido descobertos em vários aeroportos estrangeiros.A unidade a ser instalada estará, inicialmente, composta por quatro cães, sendo que dois actuarão no terminal de carga e outros no de passageiros, no âmbito de um projecto conjunto com as Alfândegas de Moçambique.

 

Os módulos dos canis já estão prontos e deverão ser instalados dentro do recinto aeroportuário de Maputo.

Cada trabalhador, conforme explicou, vai ter de apresentar o respectivo registo criminal, estar identificado por via de um crachá e cumprir com as formalidades do registo de entrada para poder realizar o seu trabalho.

De salientar que, de acordo com a fonte, que falava recentemente durante a VI reunião nacional da ANAC, a criação imediata destas condições de fiscalização visa responder ao facto de o país estar a liderar a lista de exportação ilícita de produtos provenientes da fauna.

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