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MEDICINA: Dois factores que ditaram a reprovação de médicos

Por Bento Venâncio
bento.venancio@snoticicas.co.mz

Factores multifatoriais associam-se à reprovação massiva de candidatos a médicos no país, segundo constatação da Ordem dos Médicos de Moçambique, dos quais domingo destaca dois, nomeadamente deficiente funcionamento das escolas de Medicina e baixa formação de docentes envolvidos na formação.

Cento e vinte e quatro (124) licenciados foram testados para se aferir sua aptidão para carreira médica. Apenas trinta e oito (38) tiveram resultado positivo.

A Universidade Lúrio (UNILURIO), O Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique (ISCTEM) e o ISCTAC tiveram os piores resultados: zero por cento de candidatos aprovados.

A Universidade Católica de Moçambique (58,2 por cento) e a Universidade Eduardo Mondlane (50 por cento) ainda se safaram. Tiveram resultados relativamente bons quando comparados às outras universidades com candidatos avaliados, contudo ainda se depararam com a reprovação de quase metade de seus licenciados em Medicina.

O alarme já soa porque o erro médico pode matar. E a Ordem dos Médicos de Moçambique admite que se levantam dúvidas relativamente à qualidade de formação.

Denuncia fragilidades na complexa cadeia de preparação de futuros médicos que nas provas de admissão recentemente realizadas se mostraram incapazes de responder a perguntas de aritmética elementar.

É espantoso, se não mesmo escandaloso, se saber que o futuro médico não soube converter gramas em miligramas, litros em mililitros.

Com efeito, grande parte de candidatos avaliados ficaram “depenados” defronte de uma disciplina chamada Numerácia, revelando ignorância escandalosa na conversão, como já fizemos referência, de grama em miligramas, de miligrama para micrograma, conversões de litro para mililitro, consideradas importantíssimas em termos de doses de medicamentos administrados aos pacientes.

“O médico deve ser capaz de dizer que se a dose de medicamento de um paciente é de 500 miligramas, três vezes ao dia, e ele só tem, por exemplo, comprimidos de um grama, tem que ser capaz de converter o grama para miligrama e saber que é meio comprimido de oito em oito horas”,declara Jorge Arroz, chefe do Gabinete de Informação da Ordem dos Médicos de Moçambique.

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