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SERRA DA GORONGOSA: Forças de Defesa e Segurança voltaram às posições anteriores

O “ruído” criado à volta da retirada ou não das Forças de Defesa e Segurança das oito posições por elas ocupadas em perseguição dos homens armados da Renamo, na serra da Gorongosa, ficou dissipado semana finda. Adesocupação constante dos entendimentos entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder daquele movimento políticoarmado, Afonso Dhlakama, acabou sendo polemizada e uma equipa de 21 jornalistas deslocou-se àquela região, donde regressou com a certeza de que, de facto, o Exército retornou às suas posições anteriores à ordem do seu Comandante-chefe.

Os profissionais de comunicação social, de diferentes órgãos nacionais e internacionais, movidos pelos pronunciamentos do líder da Renamo, a partir do seu redutoe secundadas pelo seu porta-voz, o deputado António Muchanga, em Maputo, foram guiados pela lista que os dois forneceram ao apresentarem publicamente o seu desconforto face à alegada desautorização do Comandante-chefe das FDS, em relação à ordem por si dada naquela ocasião.

Em dois dias, os repórteres escalaram as posições então referidas, designadamente, Nhariroza, Nhandari, Mapangapanga, Nhaucheche, Nhanthaca, Namadjiwa, Nhangunga e Mucossa.

 Aliás, de acordo com o comandante das FDS estacionadas na Gorongosa, Wand Wan Bedford, “antes de o líder da Renamo ter pedido a desactivação daquelas posições, nós já tínhamos começado com o processo, depois de concluirmos que não constituíam nenhum perigo, pois já tínhamos visto que não havia nenhum interesse de mantê-las pelos encargos desnecessários que tal podia encerrar”. Afinal, o líder da Renamo, nos seus contactos bilaterais com o Presidente da República, apenas pediu a desactivação de duas posições, nomeadamente, Nhariroza e Nhandari (esta última também conhecida por Lourenço).

 

“As restantes foram desactivadas por ordens do Comandante-chefe das FDS, por reconhecer que não havia necessidade de mantê-las”,acrescentou Wand Wan Bedford.

Depois de o líder da Renamo anunciar unilateralmente, pela primeira vez, a trégua de sete dias, por ocasião da quadra natalícia e do fim do ano, a 26 de Dezembro de 2016, segundo o Coronel Bedford, o Comandante-chefe ordenou a desactivaçãode Nhanthaca e Mucossa.

Quando Dhlakama anuncia o prolongamento da trégua, por 60 dias, em 4 de Janeiro deste ano, em 23 de Abril, foram desactivadas as posições de  Mapangapanga e Nhangunga.

O seguinte período de trégua anunciado foicomummente conhecido como indeterminado, anunciado a 4 de Maio, que teve como resposta de “boa-fé” a desactivação da posição de Namadjiwa, na altura constituída por uma força mista (forças armadas e a Polícia), ficando esta última.

Namajiwa, segundo aquele oficial superior das FDS, é o último reduto de Afonso Dhlakama, donde foi expulsono dia 27 de Maio de 2016, para onde hoje se encontra, algures na serra da Gorongosa.

A fonte explica que se conclui que Dhlakama esteve naquele lugar em virtude dos vestígios encontrados no local, pois “fugiu sem ter levado nada, tudo encontrámos aqui”.

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Editorial

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domingo, 15 outubro 2017, 00:00
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