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SAÚDE: Hospital Central de Maputo já opera coluna vertebral

-domingo mergulha no mundo de cirurgias escolióticas e conta o que viu

Texto de Bento Venâncio
bento.venancio@snoticicas.co.mz

A criança, de seis anos de idade, deita-se na marquesa de barriga para baixo. Uma equipa de anestesistas moçambicanos põe-na a dormir o sono profundo que durará mais de quatro horas. Para a vasta equipa médica que a assiste, tudo parece natural, menos para nós. Tínhamos visitado a menina no dia anterior. O seu sono profundo atormenta-nos. O cirurgião acalma-nos: “ela está a ‘dormir’. Respira normalmente e controlamos as suas funções vitais”.

Na verdade antes de ir à faca, o corpo da paciente é revestido de dispositivos de leitura eléctrica monitorizados em computador, o mesmo que diz tudo sobre o lado mais ou menos delicado das intervenções cirúrgicas.

Ali tudo é feito com precisão matemática. Nada pode falhar. O cirurgião, um palestiniano, pega no bisturi mágico. Desliza-o ao de leve nas costas da menina que dorme tranquilamente. Rasga o tecido epidérmico e curiosamente não há muito sangue que jorre por ali.

O bisturi parece impregnado de material coagulante, tudo corre bem e com música a comandar as operações. O cirurgião, sem mais delongas, busca, através da incisão feita nas costas, as tão pequenitas costelas da menina.

O objectivo é fixar a coluna vertebral na posição desejada, o que será possível mediante colocação de ferros nas costas, uma das mais delicadas e especializadas acções de cirurgia, auxiliadas por monitorização permanente da parte nervosa e acompanhadas ao pormenor por radiografia constante.Vamos fazer uma pequena paragem na descrição da cirurgia para explicar aos nossos leitores por que razão esta intervenção é feita. A criança que está na equação da cirurgia, de seis anos de idade, tem uma doença chamada escoliose, um desvio da coluna vertebral que ocorre para o lado direito ou esquerdo, resultando em um formato de “S”. Caracteriza-se como deformidade vertebral, pois a coluna vertebral normal deve ser recta.

 

O tratamento cirúrgico da menina segue com colocação de implantes de metal (neste caso titânio) presos à coluna, os quais são conectados a uma ou duas hastes. Eles são usados para manter a coluna corrigida na posição desejada até que as vertebras da coluna que foram operadas formem um bloco único de osso.

Durante mais de quatro horas médicos moçambicanos e palestinianos lutam visando a redução da curvatura e bloqueio da progressão da deformidade desta paciente prevenindo, ainda cedo, perturbações futuras que poderão determinar a ocorrência de problemas cardio-respiratórios e neurológicos.

Retomando o fio da meada, médicos e cirurgiões lutam para realinhar a coluna através de implantes metálicos inseridos permanentemente nas vértebras. Estes implantes auxiliam na redução da deformidade.

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domingo, 22 abril 2018, 00:00
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