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              19.10.201Banco de Moçambique

              Mussa Osman é um dos treinadores de futebol mais experientes no país. No percurso da sua carreira profissional trabalhou em vários clubes distribuídos por diferentes pontos do país onde conquistou títulos, tanto de campeão nacional, assim como da Taça de Moçambique. 

              Mussa é apaixonado pelo futebol. Está desempregado desde o ano passado. Nos princípios da presente época recebeu convites para trabalhar nas zonas Centro e Norte, tendo os rejeitados porque estava em tratamento médico na capital do país.

              Entretanto, Mussa Osman treinou o Chingale nos anos de 2016 e uma parte do ano de 2017, no Campeonato Nacional de Futebol. No primeiro ano, conseguiu manter a equipa na prova máxima do futebol nacional. No ano seguinte, 2017, treinou apenas as primeiras quatro jornadas, e foi despedido, alegadamente, por causa de maus resultados. Mesmo assim a equipa desceu para a divisão de honra.

              No processo de preparação da equipa para a época 2017 o técnico tinha decidido reestruturar a equipa por forma a conseguir concretizar o objectivo definido, nomeadamente manter a equipa no campeonato nacional.

              Para tal, dispensou alguns jogadores que não renderam na época anterior e, no seu lugar, propôs outros nomes, dos quais alguns vinham do 1.° de Maio de Quelimane, outros do Costa do Sol e outros ainda do Estrela Vermelha de Maputo.

              Facto curioso é que nenhum destes foi contratado, alegadamente, porque o orçamento não o permitia; em contrapartida, foi surpreendido com o regresso, sem o seu consentimento, daqueles que tinha dispensado.

              Quando quis perceber quem os mandou voltar foi informado que alguns dirigentes é que os tinham orientado para regressarem. Quis o destino que a equipa não tivesse um bom arranque no campeonato.

              Em consequência disso, o treinador passou a sofrer tantas ameaças. Aliás, lembra que a partir da segunda jornada do “Moçambola” era escoltado pela Polícia, visto que os adeptos, coagidos por alguns dirigentes do clube, não o deixavam descansado.

              Mussa confessa que, volvidos quatro jornadas sem sossego devido à acção dos adeptos, decidiu ficar em casa, mesmo correndo o risco de ser obrigado a indemnizar o clube, uma vez que não foi despedido. Mas três jornadas depois foi contactado pelos dirigentes Zito Pires e Lino e, amigavelmente, decidiram rescindir o contrato.

              O treinador considera que a decisão foi certa, mesmo sem emprego, pois conseguiu salvaguardar a sua imagem e manter a sua saúde.

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