Dois eventos de grande simbolismo tornaram, na semana passada, a cidade de Maputo na capital do mundo. Referimo-nos ao anúncio da decisão final de investimento do projecto de liquefacção de gás natural na Área 1 da bacia do Rovuma, cujo consórcio é liderado pela norte-americana Anadarko, e a realização da 12.ª Cimeira de Negócios Estados Unidos da América-África.

O Governo moçambicano anunciou na semana passada um significativo alívio das medidas de restrição de abastecimento de água para o consumo das populações da Área Metropolitana de Maputo, que engloba a vila autárquica de Boane, as cidades da Matola e Maputo. Entretanto, foi ressalvado que o alívio nas restrições não significava automaticamente que as áreas abastecidas pela Estação de Tratamento de Umbeluzi (ETA) gozavam de total liberdade para uso desbaratado da água.

A deliberação do Conselho Constitucional declarando a nulidade do negocio da Ematum ‒vertido nas “dividas ocultas” ‒, longe de nos fazer deitar foguetes ao ar, independentemente dos aspectos juridico-legais envolvidos, deve nos fazer reflectir, uma vez mais, sobre os modelos de gestão que queremos abraçar, se realmente almejamos um desenvolvimento social e económico justo para os moçambicanos.

Comemorou-se, ontem, o 1 de Junho, Dia Internacional da Criança, num mundo marcado por violência e graves atropelos à Declaração Universal dos Direitos da Criança, promulgada pela Organização das Nações Unidas, em 1959.